Pegadinha central: viés é sistemático; diferença que apareceu apenas por sorte ou azar da amostra é erro aleatório.
Medir grupos de maneira diferente lembra viés de informação.
Terceira variável ligada à exposição e ao desfecho, sem ser intermediária, lembra confundimento.
Randomização reduz confundimento sistemático, mas não impede desequilíbrios casuais em amostras finitas.
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Contexto
Viés é um erro sistemático que desloca a estimativa do efeito em uma direção por problemas de seleção, mensuração, comparação ou análise. Deve ser diferenciado de erro aleatório, que decorre do acaso e afeta a precisão. Uma randomização corretamente executada reduz diferenças sistemáticas entre os grupos, mas não garante que, em uma amostra finita, todas as características basais fiquem numericamente idênticas. Um desequilíbrio que surge puramente ao acaso após randomização é variação aleatória, não viés.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Grupos que diferem em uma característica prognóstica capaz de influenciar o desfecho podem gerar uma comparação distorcida, especialmente quando a diferença decorre da seleção ou não é adequadamente controlada. O peso basal, no exemplo, pode interferir na magnitude da perda de peso observada.
B) Correta (gabarito). A própria alternativa informa que a distribuição diferente ocorreu aleatoriamente apesar de randomização e planejamento adequados. Isso caracteriza desequilíbrio por acaso, isto é, erro aleatório, e não fonte de viés sistemático.
C) Incorreta. O pesquisador mede a exposição de forma diferente entre casos e controles ao insistir mais na história de tabagismo dos pacientes com câncer. Trata-se de viés de informação por aferição diferencial, capaz de criar ou ampliar artificialmente uma associação.
D) Incorreta. A variável adicional está relacionada à exposição e ao desfecho e não é parte da cadeia causal descrita, configuração típica de confundimento. O maior acesso a tratamentos não medicamentosos pode explicar parte da melhora atribuída à medicação.