Trabalho de parto prematuro e RPMO

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Questão 78
UFCSPA · 2022

M.B.S., 22 anos, G3P2, IG 34+2, tabagista, dois episódios de infecção do trato urinário (ITU) na gestação, vem à consulta com queixa de perda líquida vaginal há 3 horas. Ao exame especular, presença de líquido amniótico claro fluindo pelo colo do útero.

Sobre o caso clínico referido, é CORRETO afirmar que:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A presença de líquido amniótico fluindo pelo colo ao exame especular confirma rotura pré-termo das membranas, porque ocorreu antes de 37 semanas. A gestante está com 34 semanas e 2 dias. Nessa faixa gestacional, a conduta deve equilibrar prematuridade, infecção materno-fetal, trabalho de parto e estratégia de resolução, mas algumas intervenções têm indicações bem definidas.

Na prevenção da doença neonatal precoce por Streptococcus agalactiae, o parto prematuro antes de 37 semanas com status de colonização desconhecido é indicação de antibioticoprofilaxia intraparto. Como a questão não fornece cultura prévia para estreptococo do grupo B, a profilaxia está indicada quando o parto ocorrer ou estiver em curso.

Tocolíticos não são usados rotineiramente na rotura de membranas, porque prolongar a gestação pode aumentar exposição a infecção e, após 34 semanas, o benefício é ainda mais limitado. Sulfato de magnésio para neuroproteção é empregado em prematuridade mais precoce, tipicamente quando há parto iminente antes de 32 semanas, e não aos 34 semanas e 2 dias.

Tabagismo e infecções geniturinárias estão associados a maior risco de rotura prematura de membranas. A alternativa D, entretanto, inclui restrição de crescimento fetal como se fosse um fator causal clássico do mesmo nível, o que torna o conjunto inadequado para a questão.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Ausência de sinais de infecção não torna a tocólise rotineiramente indicada. Após rotura de membranas, especialmente a partir de 34 semanas, a estratégia não é simplesmente inibir contrações para prolongar a gestação.

B) Correta (gabarito). Gestação pré-termo com status de estreptococo do grupo B não informado configura situação em que a profilaxia intraparto está indicada, reduzindo doença neonatal precoce por estreptococo do grupo B.

C) Incorreta. Prematuridade isoladamente não basta para indicar sulfato de magnésio. Para neuroproteção, os protocolos atuais concentram o benefício em parto iminente antes de 32 semanas, portanto 34 semanas e 2 dias está fora da faixa rotineira.

D) Incorreta. Tabagismo e infecções geniturinárias são fatores reconhecidos, mas a inclusão de restrição de crescimento fetal como fator causal clássico de rotura torna a alternativa inadequada.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: prematuridade com status de EGB desconhecido é indicação de profilaxia intraparto.

  • Rotura de membranas não é cenário para tocólise rotineira, especialmente após 34 semanas.

  • Magnésio para neuroproteção lembra parto iminente antes de 32 semanas.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Trabalho de parto prematuro e RPMO” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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