O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica que afeta pré-escolares, crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo e apresenta como características uma diminuição na atenção e um padrão de impulsividade e hiperatividade aumentadas.
Pegadinha: TDAH tem forte base genética, mas isso não exclui fatores ambientais e perinatais.
Prematuridade é uma associação epidemiológica recorrente em provas.
Estimulantes atuam sobretudo em dopamina e noradrenalina.
Os sintomas podem persistir na adolescência e na vida adulta, mesmo quando a hiperatividade se torna menos evidente.
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Contexto
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento com etiologia multifatorial e forte contribuição genética. Dados familiares, de gêmeos e genômicos mostram herdabilidade elevada, embora fatores ambientais e perinatais também contribuam para o risco. Prematuridade e baixo peso ao nascer estão entre as associações epidemiológicas mais consistentes, e algumas exposições gestacionais, incluindo inflamação ou infecção materna, também foram associadas a maior ocorrência em estudos observacionais.
O curso é variável, mas os sintomas frequentemente persistem além da infância. Hiperatividade motora exuberante pode diminuir com a idade, enquanto desatenção, impulsividade, inquietação interna e prejuízo executivo podem continuar na adolescência e na vida adulta.
A diretriz clínica da American Academy of Pediatrics de 2019 considera os estimulantes medicamentos altamente eficazes para crianças em idade escolar e adolescentes quando há indicação farmacológica. Metilfenidato e anfetaminas atuam principalmente sobre dopamina e noradrenalina. Anfetaminas aumentam a disponibilidade catecolaminérgica por promover liberação e reduzir recaptação, não funcionando como simples agonistas serotoninérgicos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A genética tem papel importante no TDAH. O ambiente modula risco e expressão clínica, mas não é adequado classificá-lo como transtorno basicamente ambiental.
B) Incorreta. Persistência na adolescência é comum. O fenótipo pode mudar, sobretudo com redução relativa da hiperatividade, sem desaparecimento obrigatório da desatenção e da impulsividade.
C) Correta (gabarito). Prematuridade é fator associado a maior risco de TDAH, e exposições adversas gestacionais, incluindo processos infecciosos ou inflamatórios maternos em alguns estudos, também se associam ao transtorno. A associação epidemiológica não significa que esses fatores sejam causas únicas ou suficientes.
D) Incorreta. Anfetaminas são estimulantes com ação predominantemente dopaminérgica e noradrenérgica, e não agonistas serotoninérgicos. Além disso, a escolha entre classes de primeira linha depende de idade, disponibilidade e contexto clínico.