Sobre as neoplasias benignas do fígado,
Pegadinha central: hemangioma é o benigno mais comum; anticoncepcional oral aponta para adenoma, não para hiperplasia nodular focal.
Hiperplasia nodular focal típica é quase sempre observada, mesmo se houver crescimento.
Adenoma é a lesão em que tamanho, sexo, subtipo e risco de sangramento ou malignização mudam a conduta.
Não transforme dúvida diagnóstica em biópsia automática de uma possível lesão vascular.
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Contexto
As três lesões benignas hepáticas clássicas de prova são hemangioma, hiperplasia nodular focal e adenoma hepatocelular, mas o comportamento de cada uma é muito diferente. A diretriz do American College of Gastroenterology de 2024 orienta que o diagnóstico seja feito preferencialmente por imagem multiphasica, sobretudo ressonância magnética quando necessário.
O adenoma é a lesão em que mais importam hemorragia e transformação maligna. Homens, adenomas com mutação da via beta-catenina ou achados suspeitos de malignização tendem a ter indicação mais liberal de ressecção. Em mulheres, lesões com 5 cm ou mais que não regridem após modificação de fatores de risco são candidatas clássicas à ressecção. A hiperplasia nodular focal típica não deve ser operada apenas porque cresceu, e hemangioma típico também não deve ser biopsiado de rotina.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A ordem está errada. O hemangioma é a lesão benigna hepática mais comum; hiperplasia nodular focal vem entre as mais frequentes, enquanto adenoma é bem menos comum.
B) Incorreta. A associação hormonal clássica é com adenoma hepatocelular, especialmente exposição estrogênica. Hiperplasia nodular focal não deve ser confundida com adenoma nesse ponto.
C) Correta (gabarito). Entre as lesões benignas que realmente chegam à cirurgia, os motivos centrais incluem risco de hemorragia, possibilidade de transformação maligna, sintomas importantes e efeito compressivo. Essa lógica é particularmente importante no adenoma e em lesões grandes ou sintomáticas selecionadas.
D) Incorreta. Dúvida entre hemangioma e adenoma não determina biópsia automática. A primeira estratégia é caracterização por imagem multiphasica, preferencialmente ressonância em muitos cenários. Biópsia de lesão vascular suspeita pode causar sangramento e deve ser reservada a situações selecionadas após avaliação especializada. Além disso, nem todo adenoma é automaticamente ressecado.