Em relação ao indicador incidência-densidade, analisar os itens abaixo:
I. O denominador da medida é pessoas-tempo em risco para o desfecho.
II. É uma medida utilizada frequentemente para analisar resultados de ensaios clínicos.
III. Todos os casos em um ponto ou período de tempo são incluídos no numerador.
Pegadinha: “todos os casos” lembra prevalência; incidência usa casos novos.
Incidência-densidade = casos novos ÷ pessoa-tempo.
É especialmente útil quando os participantes contribuem tempos diferentes de seguimento.
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Contexto
Incidência-densidade, também chamada taxa ou densidade de incidência, mede a velocidade com que surgem casos novos em uma população dinâmica. Seu numerador contém eventos incidentes, e seu denominador é a soma do pessoa-tempo efetivamente sob risco de cada participante.
A principal vantagem é lidar naturalmente com tempos diferentes de observação. Uma pessoa acompanhada por 12 meses contribui mais pessoa-tempo do que alguém acompanhado por 3 meses, até a ocorrência do desfecho, perda de seguimento ou fim do estudo. Por isso, a medida é frequente em coortes e pode ser usada em ensaios clínicos quando o tempo até o evento e o seguimento desigual são relevantes.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O item I é verdadeiro, porém o II também. Incidência-densidade é perfeitamente aplicável a ensaios clínicos com análise de eventos ao longo do seguimento.
B) Incorreta. O item III é falso. Incluir todos os casos existentes em determinado ponto ou período corresponde à lógica da prevalência, não da incidência-densidade.
C) Correta (gabarito). I e II estão corretos: o denominador é pessoa-tempo em risco, e a medida é útil em estudos com seguimento, inclusive ensaios clínicos.
D) Incorreta. O item III impede que todos estejam corretos. Incidência contabiliza eventos novos, e não todos os casos já existentes.