A respeito de trombose venosa profunda (TVP), analisar os itens abaixo:
I. São fatores de risco idade, histórico familiar, anticoncepção, obesidade, câncer, grupo sanguíneo e insuficiência cardíaca.
II. O uso de d-dímeros é importante no diagnóstico, quando está elevado, principalmente em pacientes internados por outras patologias.
III. As principais indicações de implante de filtro de veia cava são TVP aguda, com contraindicação absoluta ao uso de anticoagulantes, e embolia pulmonar recorrente apesar de anticoagulação adequada.
Pegadinha central: D-dímero é melhor para excluir do que para confirmar trombose.
Em internados, pós-operatórios e pacientes com câncer, um D-dímero positivo é muito pouco específico.
Filtro de veia cava não substitui anticoagulação quando ela pode ser usada com segurança.
Contraindicação absoluta à anticoagulação e embolia pulmonar recorrente apesar de anticoagulação ótima são cenários clássicos para considerar filtro.
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Contexto
O diagnóstico de trombose venosa profunda combina probabilidade clínica pré-teste, D-dímero e ultrassonografia. O D-dímero é muito sensível e pouco específico. Seu maior valor é quando vem negativo em paciente com baixa ou intermediária probabilidade clínica, situação em que pode excluir TVP sem imagem adicional. Um valor elevado, ao contrário, não confirma trombose, porque aumenta em infecção, câncer, inflamação, pós-operatório, gestação e internação por diversas causas. Diretrizes da American Society of Hematology destacam que sua utilidade é particularmente limitada em pacientes hospitalizados pela alta frequência de resultados positivos.
Entre os fatores de risco para tromboembolismo venoso estão idade, história familiar e trombofilias, uso de estrogênio, obesidade, câncer, insuficiência cardíaca, imobilização e cirurgia. O grupo sanguíneo não O também se associa a maior risco de trombose, em parte por níveis mais altos de fator de von Willebrand e fator VIII.
Quanto ao filtro de veia cava, a diretriz multisocietária AHA/ACC para embolia pulmonar de 2026 mantém como situações reconhecidas a contraindicação absoluta à anticoagulação no tromboembolismo venoso agudo e a ocorrência de embolia pulmonar recorrente apesar de anticoagulação terapêutica adequada, após confirmação de que o tratamento está realmente ótimo. O filtro não deve ser acrescentado rotineiramente a uma anticoagulação eficaz.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O item I está correto, mas o item II é falso. D-dímero elevado não é um bom confirmador de TVP, especialmente em pacientes internados.
B) Correta (gabarito). Os itens I e III estão corretos. A alternativa reconhece fatores de risco clássicos e as situações em que o filtro de veia cava pode ser indicado.
C) Incorreta. O item III é correto, mas o item II é falso. Um D-dímero elevado isolado não estabelece diagnóstico.
D) Incorreta. Nem todos os itens estão corretos porque o item II atribui valor diagnóstico excessivo a um D-dímero positivo.