Sobre a transmissão do SARS-CoV-2 na população pediátrica, analisar os itens abaixo:
I. A transmissão pela via respiratória é a predominante.
II. A transmissão transplacentária tem sido documentada, mas a transmissão vertical é incomum.
III. Não há casos relatados de transmissão pelas vias oral-fecal, sexual ou sanguínea.
Pegadinha: presença de RNA viral em um fluido não prova que aquele fluido seja uma via eficiente de transmissão.
SARS-CoV-2 é transmitido principalmente por partículas respiratórias.
Transmissão vertical existe, mas é incomum.
Em questões antigas de COVID-19, diferencie o conceito epidemiológico cobrado na época da redação absoluta que pode ter envelhecido.
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Contexto
A transmissão do SARS-CoV-2 ocorre predominantemente pela via respiratória, por partículas expelidas ao respirar, falar, tossir ou espirrar, com maior risco em proximidade e ambientes fechados ou mal ventilados. Crianças participam da cadeia de transmissão pelos mesmos mecanismos gerais observados em adultos.
A transmissão vertical é biologicamente possível e já foi documentada, inclusive por via transplacentária, mas permanece incomum. A maioria dos recém-nascidos de mães infectadas não apresenta infecção congênita, e medidas obstétricas ou neonatais devem considerar o contexto clínico e epidemiológico.
O item III reflete a linguagem empregada no período em que a questão foi construída: fezes e sangue podem conter RNA viral, mas isso não estabeleceu essas vias como mecanismos epidemiologicamente relevantes de transmissão; transmissão sexual também não é reconhecida como via habitual. A formulação “não há casos relatados” é absoluta demais à luz da literatura acumulada. Para preservar o gabarito oficial, o item deve ser interpretado como ausência de via fecal-oral, sexual ou sanguínea estabelecida, e não como ausência de qualquer detecção de material viral nesses fluidos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O item II está correto, mas o item I também: a transmissão respiratória é a principal forma de disseminação do SARS-CoV-2.
B) Incorreta. I e II são verdadeiros, porém o gabarito histórico também considerou verdadeiro o item III no sentido de que as vias fecal-oral, sexual e sanguínea não estavam estabelecidas como mecanismos de transmissão.
C) Incorreta. O item II não deve ser excluído. Transmissão transplacentária foi documentada, embora seja rara.
D) Correta (gabarito). A banca considera corretos I, II e III. Atualmente, a forma mais precisa de interpretar III é dizer que essas vias alternativas não constituem rotas estabelecidas ou relevantes de transmissão; a frase literal sobre inexistência de qualquer relato é mais forte do que o conhecimento atual permite.