Pegadinha central: rotina hoje é dose única dos 9 aos 14 anos; imunodeprimidos seguem com três doses.
Esquema do imunodeprimido: 0, 2 e 6 meses.
Gestação não é momento para iniciar ou completar HPV; as doses restantes ficam para depois.
A vacina previne novas infecções e funciona melhor antes do contato sexual com HPV.
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Contexto
No Brasil, o Ministério da Saúde atualizou o calendário do HPV para dose única entre 9 e 14 anos na população de rotina. A maior eficácia ocorre antes da exposição ao vírus, por isso a vacinação é priorizada antes do início da atividade sexual. Pessoas imunodeprimidas, incluindo pessoas vivendo com HIV ou aids, transplantadas e pacientes oncológicos, recebem três doses em 0, 2 e 6 meses, em geral entre 9 e 45 anos conforme a indicação do Programa Nacional de Imunizações.
A vacina contra HPV não é recomendada durante a gestação. Se uma gravidez é identificada depois de uma dose, não há indicação de intervenção por causa da vacina; apenas se adiam as doses restantes para depois da gestação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A vacinação de rotina deve ocorrer antes dos 15 anos, atualmente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Esperar completar 14 anos perde parte da oportunidade de vacinar antes da exposição.
B) Incorreta. A vacina não é indicada rotineiramente durante a gestação, nem mesmo a partir do segundo trimestre. Doses pendentes são completadas posteriormente.
C) Correta (gabarito). Mulheres imunossuprimidas fazem esquema de três doses, atualmente em 0, 2 e 6 meses, porque apresentam resposta imunológica menos robusta e maior risco de persistência da infecção pelo HPV.
D) Incorreta. O benefício é maior quando a vacinação ocorre antes do início da atividade sexual. A vacina ainda pode ter benefício depois da exposição, mas esse não é o momento ideal de maior eficácia.