Doença trofoblástica gestacional

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Questão 68
UFCSPA · 2023

Sobre a doença trofoblástica gestacional, numerar a 2a coluna de acordo com a 1a e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 

(1) Mola Hidatiforme Parcial. 

(2) Mola Hidatiforme Completa. 


(_) Apresenta tecido fetal ou embrionário. 

(_) Cariótipo diploide. 

(_) Cariótipo triploide. 

(_) Maior risco de evolução neoplásica entre as variáveis de Mola Hidatiforme. 

(_) Hiperplasia Trofoblástica difusa.


Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Mola completa e mola parcial são entidades geneticamente diferentes. A atualização FIGO sobre doença trofoblástica gestacional de 2025 mantém a distinção fundamental: a mola completa é geralmente diploide e androgenética, sem tecido fetal, enquanto a mola parcial é tipicamente triploide e pode apresentar embrião ou partes fetais.

Na mola completa, o material nuclear materno está ausente ou inativo e o genoma é predominantemente paterno. Na parcial, existe contribuição materna e geralmente um conjunto cromossômico paterno extra. Essa diferença genética explica parte das diferenças morfológicas e do risco neoplásico.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O primeiro item realmente corresponde à mola parcial, mas cariótipo diploide é típico da mola completa e hiperplasia trofoblástica difusa também é característica da forma completa.

B) Correta (gabarito). A sequência 1, 2, 1, 2, 2 está correta: tecido fetal e triploidia apontam para mola parcial; diploidia, maior risco neoplásico e hiperplasia trofoblástica difusa apontam para mola completa.

C) Incorreta. Inverte a presença de tecido fetal e atribui características genéticas de maneira inadequada.

D) Incorreta. Cariótipo triploide é típico da mola parcial, e a forma completa é a que apresenta maior risco de evolução para neoplasia trofoblástica gestacional.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: completa é diploide e sem feto; parcial é triploide e pode ter feto.

  • Mola completa tem proliferação trofoblástica difusa e risco pós-molar bem maior.

  • Após esvaziamento, o acompanhamento é guiado por hCG, porque platô ou ascensão pode diagnosticar neoplasia trofoblástica pós-molar.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença trofoblástica gestacional” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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