Em atendimento na sala de parto de uma gestante a termo, com pré-natal completo, sorologias do segundo trimestre negativas, mas sem coletar exames no terceiro trimestre, solicita-se o teste rápido e o resultado para HIV vem positivo.
Pegadinha: no Brasil, I=I para transmissão sexual não significa liberação da amamentação.
Teste rápido reagente no parto exige conduta imediata para exposição neonatal, sem esperar carga viral para suspender o aleitamento.
O SUS fornece fórmula infantil para filhos de pessoas vivendo com HIV.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
No Brasil, o PCDT do Ministério da Saúde para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, com atualização de 2024, mantém a recomendação de não amamentar quando há infecção materna pelo HIV, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite humano. O SUS fornece fórmula infantil para crianças expostas. Essa recomendação brasileira é mantida mesmo quando a pessoa vivendo com HIV alcança carga viral indetectável.
Quando o teste rápido realizado no trabalho de parto é reagente, a conduta deve ser imediata, sem esperar carga viral para decidir sobre o aleitamento. O recém-nascido deve ser considerado exposto, receber profilaxia antirretroviral conforme a estratificação de risco e ter investigação virológica. Diagnóstico materno no momento do parto é situação de alto risco para transmissão vertical nos protocolos nacionais.
O conceito indetectável = intransmissível está solidamente estabelecido para transmissão sexual, mas não autoriza extrapolação automática para o aleitamento. Por isso, carga viral materna indetectável não é critério para liberar amamentação no protocolo brasileiro.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Iniciar antirretrovirais para mãe e recém-nascido reduz o risco de transmissão, mas não torna a amamentação permitida pelas recomendações brasileiras.
B) Incorreta. Diante de teste rápido materno reagente no parto, não se deve iniciar aleitamento enquanto se aguarda confirmação. O bebê deve ser manejado como exposto ao HIV.
C) Incorreta. A contraindicação brasileira ao aleitamento não depende de aguardar a carga viral e não é suspensa simplesmente porque o resultado seja indetectável.
D) Correta (gabarito). Deve-se contraindicar a amamentação e iniciar fórmula infantil, paralelamente à investigação materna e à profilaxia e seguimento do recém-nascido exposto.