Durante o estágio no alojamento conjunto, faz parte das atribuições médicas avaliar os recém-nascidos (RN) que possam necessitar de controle dos níveis de glicose no sangue.
Pegadinha: basta uma alternativa misturar um grupo de risco verdadeiro com outro falso para ficar errada.
Decore o núcleo: FMD, PIG, GIG e prematuro tardio.
RN sintomático deve ter glicemia medida independentemente da lista de fatores de risco.
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Contexto
A hipoglicemia neonatal deve ser rastreada em recém-nascidos assintomáticos com fatores de risco bem estabelecidos. A Sociedade Brasileira de Pediatria inclui entre os grupos clássicos filhos de mães diabéticas, PIG, GIG e prematuros tardios de 34 a 36 semanas e 6 dias. Recém-nascidos sintomáticos, independentemente da presença de fatores de risco, também devem ter glicemia avaliada imediatamente.
O filho de mãe diabética apresenta risco sobretudo por hiperinsulinismo fetal secundário à exposição intrauterina à hiperglicemia materna. Após o clampeamento do cordão, o aporte de glicose materna cessa de forma abrupta, mas a hiperinsulinemia pode persistir. Já o PIG e o prematuro têm menores estoques de glicogênio e gordura e capacidade limitada de gliconeogênese.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Perda ponderal superior a 7% pode indicar problema alimentar e merece avaliação clínica, mas não constitui, isoladamente, um dos critérios clássicos de rastreamento glicêmico neonatal. Hipertensão materna também não torna automaticamente todo recém-nascido candidato à triagem; o risco é mais bem captado por consequências como restrição de crescimento e PIG.
B) Incorreta. Colonização materna por Streptococcus agalactiae não indica rastreamento rotineiro de glicose. Apgar muito baixo pode acompanhar asfixia ou estresse perinatal, que podem causar hipoglicemia, mas a dupla proposta não reúne dois critérios clássicos de rastreamento.
C) Correta (gabarito). Filho de mãe diabética e RN PIG são dois grupos clássicos de risco e devem ter monitorização glicêmica neonatal.
D) Incorreta. Um RN de 36 semanas é prematuro tardio e tem indicação de rastreamento, mas multiparidade materna, isoladamente, não é fator de risco para hipoglicemia neonatal.