Pacientes com história de câncer de pele não melanoma têm uma incidência muito maior de um segundo câncer de pele. Sobre isso, analisar os itens abaixo:
I. Em comparação com a população geral, esses pacientes podem desenvolver carcinoma espinocelular (CEC), carcinoma basocelular ou melanoma, presumivelmente, porque todos esses tumores compartilham fatores de risco comuns.
II. Após um carcinoma espinocelular primário, o risco estimado para qualquer segundo câncer de pele não melanoma é maior nos próximos 5 anos.
III. O risco de outro carcinoma espinocelular é estimado em menos de 2% em 5 anos.
IV. Doentes com risco especialmente elevado para um segundo câncer de pele incluem aqueles com mais de um CEC anterior, indivíduos de pele clara e aqueles que são imunossuprimidos.
Pegadinha central: depois de um câncer de pele não melanoma, o risco de outro é alto, não algo próximo de 2% em 5 anos.
Mais de um tumor prévio eleva o risco de forma acentuada e justifica seguimento mais estreito.
Imunossupressão e fototipo claro são marcadores clássicos de maior risco para novos tumores.
O seguimento deve procurar não só novo CEC, mas também CBC e melanoma.
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Contexto
Ter tido um carcinoma cutâneo não melanoma é um marcador de campo de cancerização e de exposição acumulada aos mesmos fatores carcinogênicos. A diretriz da American Academy of Dermatology para carcinoma espinocelular cutâneo recomenda vigilância periódica porque esses pacientes apresentam risco aumentado de novo carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e melanoma. A exposição ultravioleta, o fototipo claro, a imunossupressão e a carga de tumores prévios explicam boa parte dessa recorrência de risco.
O número que derruba o item III é muito maior que 2%. Em coorte citada pela diretriz da AAD, a probabilidade em 5 anos de um novo câncer de pele não melanoma após o primeiro foi de aproximadamente 40,7%; após mais de um tumor prévio, chegou a cerca de 82%. Portanto, história de câncer cutâneo prévio não é um detalhe de seguimento, é um forte estratificador de risco.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Inclui o item III, que é falso, e exclui os itens II e IV, que são verdadeiros.
B) Incorreta. II e IV estão corretos, mas o item I também está correto, portanto a combinação está incompleta.
C) Correta (gabarito). I, II e IV são verdadeiros. O item III é o único falso porque subestima de forma grosseira o risco de um novo câncer de pele.
D) Incorreta. O item II é verdadeiro, mas o item III é falso; além disso, I e IV também são verdadeiros.