Paciente feminina, 40 anos, sem comorbidades e assintomática, apresenta em ecografia de abdômen total múltiplos cálculos de até 2 cm na vesícula biliar,
A pegadinha é operar pela simples presença de cálculo. Colelitíase assintomática, em regra, observa.
Colecistectomia entra quando aparecem sintomas ou complicações.
Não confunda cálculo incidental com cólica biliar: dor típica muda a indicação.
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Contexto
A colelitíase assintomática incidental, sem complicações prévias nem fatores especiais de alto risco, é manejada de forma expectante. A maioria desses pacientes permanece assintomática por anos, e o risco cumulativo de complicações não justifica expor todos a cirurgia profilática.
Colecistectomia é indicada quando surgem sintomas típicos ou complicações, como colecistite, pancreatite biliar ou coledocolitíase. Cirurgia profilática pode ser discutida em situações selecionadas, por exemplo vesícula em porcelana com características de maior risco, pólipos relevantes, hemólise crônica em determinados contextos e pacientes que serão submetidos a algumas intervenções específicas. Múltiplos cálculos de até 2 cm em mulher assintomática, isoladamente, não constituem indicação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O risco futuro de colecistite existe, mas é baixo o suficiente para não justificar colecistectomia profilática de rotina em todos os portadores assintomáticos.
B) Correta (gabarito). Em paciente assintomática, sem fatores especiais de risco, a conduta apropriada é observação e orientação sobre sintomas de cólica biliar e complicações.
C) Incorreta. Pancreatite biliar é possível, mas o risco absoluto em assintomáticos não sustenta colecistectomia preventiva universal.
D) Incorreta. Como A e C não justificam cirurgia profilática nesta paciente, a combinação também está errada.