Assistência ao parto normal

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 93
UFCSPA · 2024

Paciente gestante com 38 semanas de idade gestacional é atendida na emergência com queixa de cólicas fortes e contrações uterinas há 24 horas. Nega outras queixas. Ao exame físico apresenta altura uterina compatível com idade gestacional, sinais vitais estáveis, dinâmica uterina de 2 contrações a cada 10 minutos com intensidade fraca, batimentos cardíacos fetais de 144 e toque vaginal com colo médio, posterior e 2 centímetros de dilatação, apresentação fetal cefálica e bolsa íntegra.

Qual a conduta a ser tomada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A gestante está a termo, com feto cefálico, bolsa íntegra, frequência cardíaca fetal normal e estabilidade materna. Apesar de relatar contrações dolorosas, apresenta apenas duas contrações fracas em 10 minutos, colo posterior e 2 cm de dilatação. Esse quadro é compatível com período prodrômico ou fase latente, e não com trabalho de parto ativo.

A Diretriz ACOG de Manejo do Primeiro e Segundo Estágios do Trabalho de Parto de 2024 considera 6 cm de dilatação o início da fase ativa. Antes desse ponto, a progressão cervical pode ser lenta e bastante variável. Em paciente estável e com avaliação fetal tranquilizadora, não se deve aplicar critérios de distocia ou internação da fase ativa apenas pelo tempo de sintomas.

Neste caso, a analgesia seguida de observação e novo exame é útil para diferenciar pródromos de evolução efetiva do trabalho de parto. A duração exata da observação pode variar conforme protocolo e contexto clínico; a prova adota reavaliação em 2 horas.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Alta pode ser apropriada em algumas pacientes na fase latente, mas a prova descreve cólicas fortes e contrações há 24 horas. Um período de observação com reavaliação oferece maior segurança para documentar progressão.

B) Incorreta. Analgesia seguida de alta imediata não permite verificar se houve modificação cervical ou intensificação da dinâmica uterina.

C) Correta (gabarito). Analgesia e reavaliação após observação permitem confirmar se existe progressão para trabalho de parto, mantendo a paciente sob vigilância sem interná-la prematuramente como fase ativa.

D) Incorreta. Dois centímetros de dilatação com contrações fracas não caracterizam fase ativa. Na ausência de outra indicação materna ou fetal, não há motivo para internação imediata para assistência ao parto.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central é usar 4 cm como fase ativa. ACOG 2024 considera fase ativa a partir de 6 cm.

  • Fase latente pode durar muitas horas sem significar distocia.

  • Antes de internar por trabalho de parto, avalie dinâmica uterina, modificação cervical, bolsa, bem-estar fetal e contexto materno.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Assistência ao parto normal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →