Paciente masculino, 35 anos, é trazido pela esposa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por tê-lo encontrado desacordado ao chegar em casa. Ao seu lado, estava um bilhete de despedida em que justificava os motivos pelos quais houvera tentado suicídio. Sabe-se que todo o profissional de saúde deve conhecer sobre os fatores que envolvem o comportamento do espectro suicida.
A pegadinha é inverter tentativa e morte por sexo. Mulheres tentam mais; homens morrem mais por suicídio.
Suicídio em jovens é tema crescente de vigilância e prevenção.
Após tentativa de suicídio, avaliação de risco, segurança ambiental, suporte familiar e seguimento próximo são parte do cuidado.
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Contexto
O comportamento suicida é determinado por múltiplos fatores e sua epidemiologia varia segundo sexo, idade, região e acesso aos meios. Dados do Ministério da Saúde publicados em 2024 mostram crescimento preocupante dos suicídios no Brasil e destacam o peso crescente do problema entre jovens. A OMS também mantém o suicídio entre as principais causas de morte em pessoas de 15 a 29 anos.
Em geral, mulheres apresentam mais tentativas não fatais, enquanto homens apresentam maior mortalidade por suicídio, em parte pelo uso mais frequente de métodos de maior letalidade. Os métodos variam entre países e não existe um único método universalmente predominante. Profissionais de saúde, incluindo médicos, não devem ser considerados de baixo risco; estudos ocupacionais apontam risco aumentado em determinados grupos, relacionado a sofrimento psíquico, carga de trabalho e acesso a meios letais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A relação está invertida. Mulheres tendem a apresentar mais tentativas não fatais, enquanto homens têm maior mortalidade por suicídio.
B) Correta (gabarito). O aumento e a elevada participação do suicídio na mortalidade de adolescentes e adultos jovens são reconhecidos como importante problema contemporâneo de saúde pública.
C) Incorreta. Os métodos de suicídio variam marcadamente entre países e contextos. Ingestão de medicamentos não é o método predominante de suicídio consumado em todo o mundo.
D) Incorreta. Médicos e outros profissionais de saúde não constituem categoria de baixo risco; há evidências de risco ocupacional relevante em subgrupos dessa população.