A pegadinha é manter o padrão masculino do lactente para toda a infância. Depois do primeiro ano, meninas predominam.
Constipação é parte importante da investigação em criança com ITU recorrente.
Tratar disfunção vesical e intestinal reduz recorrência em muitos pacientes.
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Contexto
A epidemiologia da ITU pediátrica muda com idade e sexo. Nos primeiros meses de vida, meninos, especialmente não circuncidados, apresentam risco relativamente maior. Após o primeiro ano, o predomínio passa claramente para meninas. Recorrência é relevante e pode ser favorecida por anomalias do trato urinário, refluxo vesicoureteral e, principalmente em crianças maiores, disfunção vesical e intestinal.
A disfunção vesical e intestinal combina sintomas urinários baixos com constipação ou retenção fecal. Distensão retal e padrões miccionais inadequados prejudicam esvaziamento vesical, aumentam resíduo urinário e favorecem colonização bacteriana e recorrência de ITU.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Após o primeiro ano de vida, ITU torna-se mais frequente em meninas, não menor que em meninos.
B) Incorreta. A maior incidência masculina concentra-se principalmente no primeiro ano, sobretudo nos primeiros meses. Ela não permanece relativamente alta até os 7 anos.
C) Incorreta. Recorrência não é rara, especialmente em meninas e em crianças com refluxo, malformações ou disfunção vesical e intestinal.
D) Correta (gabarito). Disfunção miccional associada à constipação é fator do hospedeiro reconhecido para ITU e recorrência.