A pegadinha é achar que pouca hemorragia externa exclui lesão arterial. Transecção completa pode trombosar e apresentar-se como isquemia.
Hematoma expansivo é sinal duro de trauma vascular.
Na síndrome compartimental, pulso pode permanecer presente por longo tempo; dor desproporcional é sinal precoce.
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Contexto
No trauma vascular periférico, sinais chamados duros incluem hemorragia pulsátil, hematoma em expansão, ausência de pulso associada a isquemia distal, frêmito ou sopro e sangramento não controlado. Esses achados indicam alta probabilidade de lesão vascular importante e geralmente exigem exploração ou intervenção imediata, sem atraso desnecessário para exames.
Uma transecção arterial completa pode produzir retração das extremidades do vaso, vasoespasmo e trombose local. Por isso, ausência de sangramento externo exuberante não exclui lesão arterial grave. Na síndrome compartimental, o achado mais precoce é dor desproporcional ao exame, frequentemente agravada pelo estiramento passivo; ausência de pulso é tardia e indica comprometimento avançado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hematoma em expansão permanece sinal duro de lesão vascular e exige resposta rápida, pois pode representar sangramento arterial ativo.
B) Correta (gabarito). A transecção completa pode desencadear retração, espasmo e formação de trombo, interrompendo o fluxo arterial e causando isquemia distal.
C) Incorreta. Lesões de grandes vasos abdominais, como aorta e veia cava inferior, estão fortemente associadas a trauma penetrante; mecanismos contusos também podem ocorrer, mas não são a associação predominante expressa na alternativa.
D) Incorreta. Perda de pulso é manifestação tardia da síndrome compartimental. Dor intensa desproporcional e dor à mobilização passiva surgem antes.