A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é definida por episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou total (apneia) da via aérea superior durante o sono.
A pegadinha central é usar sedativo para “melhorar o sono”. Dormir mais não significa ventilar melhor.
Na apneia obstrutiva, existe esforço respiratório; na central, o esforço desaparece.
Obesidade e anatomia da via aérea são alvos fundamentais do tratamento.
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Contexto
Na síndrome da apneia obstrutiva do sono, episódios recorrentes de colapso da via aérea superior reduzem ou interrompem o fluxo aéreo enquanto o esforço respiratório persiste. Isso diferencia apneia obstrutiva de apneia central. Os eventos podem provocar dessaturação, hipercapnia transitória, aumento do esforço ventilatório e microdespertares, fragmentando o sono.
Fatores de risco incluem obesidade, idade, sexo masculino, aumento da circunferência cervical e alterações anatômicas que estreitam a via aérea, como retrognatia, obstrução nasal e hipertrofia adenotonsilar. O diagnóstico deve integrar sintomas e documentação objetiva dos eventos respiratórios, habitualmente por polissonografia ou, em adultos selecionados, teste domiciliar validado.
Benzodiazepínicos não são tratamento preferencial. Eles podem reduzir tônus muscular da via aérea, elevar o limiar de despertar e prolongar eventos em indivíduos suscetíveis. A indicação de hipnóticos em paciente com SAOS deve ser individualizada e nunca substituir tratamento da obstrução, como pressão positiva, perda ponderal ou abordagem anatômica quando indicada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Como resposta ao comando que pede a alternativa incorreta, esta está conceitualmente correta: há redução do fluxo apesar de esforço respiratório, frequentemente com dessaturação e despertares.
B) Incorreta. Os fatores listados são reconhecidos como associados à SAOS.
C) Incorreta. O diagnóstico combina quadro clínico com demonstração objetiva de eventos respiratórios durante o sono.
D) Correta (gabarito). Esta é a afirmação incorreta. Benzodiazepínicos não são medicamentos preferenciais na SAOS e podem agravar obstrução e hipoxemia em pacientes suscetíveis.