As afirmativas a seguir são indicações de realização de exame de perfil biofísico fetal:
I. Diabetes mellitus.
II. Hipertensão Arterial Crônica.
III. Asma.
IV. Pós-datismo.
V. Cardiopatias fetais.
A pegadinha central é transformar uma lista de possíveis indicações em indicação obrigatória: hoje a vigilância é individualizada pelo risco.
Perfil biofísico completo tem 5 componentes e escore máximo de 10.
Diabetes, hipertensão e pós-datismo são recortes de prova muito frequentes para vigilância anteparto.
Asma leve controlada, isoladamente, não exige perfil biofísico de rotina segundo a abordagem atual.
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Contexto
O perfil biofísico fetal é uma ferramenta de vigilância anteparto que combina cardiotocografia e ultrassonografia para estimar o risco atual de hipóxia fetal. O perfil completo avalia cinco parâmetros: teste sem estresse, movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais, tônus e volume de líquido amniótico. Cada componente recebe 0 ou 2 pontos, totalizando 0 a 10.
O ACOG Committee Opinion sobre vigilância fetal anteparto, publicado em 2021 e reafirmado em 2024, recomenda individualizar a indicação conforme o risco de óbito fetal. O documento usa como referência condições em que o risco de morte fetal ultrapassa aproximadamente 0,8 por 1.000, taxa de falso-negativo do perfil biofísico, e em que o risco relativo ou odds ratio de morte fetal é maior que 2.
Diabetes pré-gestacional ou diabetes gestacional com necessidade de medicação ou mau controle e hipertensão crônica, especialmente quando medicada ou complicada, são indicações reconhecidas de vigilância fetal. Pós-datismo também é cenário clássico para monitorização. Doenças maternas pulmonares importantes e cardiopatias fetais podem justificar vigilância individualizada conforme gravidade.
Há uma diferença entre a lista ampla cobrada pela questão e a formulação atual. Asma leve e bem controlada não constitui indicação automática de perfil biofísico, e cardiopatia fetal também deve ser estratificada pelo tipo e repercussão. O gabarito D deve ser mantido porque a prova adota a lista tradicional de situações em que o perfil biofísico pode ser empregado, mas na prática atual a indicação não é automática para todas as pacientes com esses diagnósticos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Diabetes e asma podem motivar vigilância fetal no contexto apropriado, porém a alternativa deixa de fora hipertensão crônica, pós-datismo e doença cardíaca fetal, igualmente contemplados pela referência da questão.
B) Incorreta. Hipertensão crônica e pós-datismo são situações clássicas de vigilância, mas não são as únicas da lista apresentada.
C) Incorreta. Inclui diabetes, asma e pós-datismo, porém exclui hipertensão crônica e cardiopatia fetal.
D) Correta (gabarito). Na classificação utilizada pela prova, todas as cinco situações podem ser indicação de vigilância por perfil biofísico. Em protocolos atuais, a intensidade e até a necessidade do teste são individualizadas conforme controle da doença materna, risco de morte fetal, idade gestacional e repercussão fetal.