Neonato prematuro de 34 semanas de gestação apresentou nas primeiras 24 horas após o nascimento, quadro de tosse, cianose, episódios de sufocamento e secreção salivar aerada. Na avaliação pré-natal tinha relato de polidrâmnio.
A pegadinha é focar apenas no desconforto respiratório. Polidrâmnio mais sialorreia e engasgos aponta para atresia esofágica.
A forma mais comum é atresia proximal com fístula distal.
Ao suspeitar, evite alimentação oral e mantenha aspiração do coto proximal enquanto se organiza avaliação cirúrgica.
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Contexto
Polidrâmnio no pré-natal, seguido no recém-nascido por sialorreia abundante, secreção aerada, tosse, cianose e sufocamento, forma o quadro clássico de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica. O polidrâmnio ocorre porque o feto não consegue deglutir e absorver normalmente o líquido amniótico.
A forma anatômica mais comum é a atresia do esôfago proximal com fístula traqueoesofágica distal, responsável por mais de 80% dos casos. Após o nascimento, secreções acumulam-se no coto esofágico proximal e provocam salivação, engasgos e aspiração. A presença de fístula distal permite passagem de ar para o estômago e intestino.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A combinação de polidrâmnio, sialorreia, engasgos e cianose no início da vida é típica de atresia esofágica, e a forma com fístula distal é a variante mais frequente.
B) Incorreta. Enfisema lobar congênito causa hiperinsuflação e desconforto respiratório, mas não explica dificuldade de deglutição, sialorreia intensa e episódios de sufocamento relacionados a secreções.
C) Incorreta. Hérnia diafragmática costuma produzir desconforto respiratório grave, murmúrio reduzido no hemitórax e abdome escavado, sem o padrão típico de salivação e engasgos.
D) Incorreta. Refluxo gastroesofágico pode provocar regurgitação e sintomas respiratórios, mas não explica o quadro imediato associado a polidrâmnio e incapacidade de conduzir secreções pelo esôfago.