A pegadinha é usar idade escolar como único critério. AHA/AAP 2025 usa puberdade para separar algoritmo pediátrico do adulto.
Dois socorristas, lactente ou criança pré-púbere: 15:2. Após puberdade: 30:2.
A técnica de uma ou duas mãos na criança depende do tamanho e da profundidade alcançada.
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Contexto
A questão foi anulada porque mistura categorias etárias escolares com algoritmos que utilizam puberdade como limite entre suporte básico pediátrico e adulto. Nas Diretrizes AHA/AAP 2025, lactentes e crianças até a puberdade recebem, com dois socorristas e sem via aérea avançada, relação de 15 compressões para 2 ventilações. Após a puberdade, utiliza-se o algoritmo adulto, com 30:2.
A técnica manual também depende do tamanho do paciente e da capacidade de atingir profundidade adequada. Em lactentes, dois socorristas devem preferir técnica de dois polegares envolvendo o tórax. Em crianças, pode-se usar uma ou duas mãos conforme o porte, comprimindo pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior, aproximadamente 5 cm. Por isso, fixar uma mão para todo pré-escolar e duas mãos para todo escolar simplifica excessivamente.
Alternativa por alternativa
A) Compatível com a diretriz. Em lactente com dois socorristas, a relação 15:2 está correta e a técnica de dois polegares é a preferida nas Diretrizes AHA/AAP 2025.
B) Potencialmente correta. Crianças pequenas podem ser comprimidas com uma mão se isso produzir profundidade e retorno torácico adequados, mas a técnica deve ser ajustada ao tamanho, não apenas ao rótulo “pré-escolar”.
C) Potencialmente correta. Em escolares maiores, duas mãos frequentemente são necessárias, mantendo 15:2 se ainda estiverem no algoritmo pediátrico com dois socorristas.
D) Ambígua. Adolescente após a puberdade segue algoritmo adulto e 30:2, mas a palavra “adolescente” não define necessariamente o marco puberal. Essa ambiguidade, somada à rigidez das técnicas manuais nas outras alternativas, justifica a anulação.