Embora não implique em diferenças, sob o ponto de vista terapêutico, algumas características diferenciam o crupe espasmódico do crupe viral na população pediátrica.
A pegadinha é trocar o padrão de recorrência. Recorrente, súbito e pouco febril lembra crupe espasmódico.
Pródromo viral e inflamação subglótica evidente favorecem crupe viral.
Apesar das diferenças, o tratamento agudo é semelhante quando a obstrução é clinicamente relevante.
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Contexto
Crupe viral e crupe espasmódico produzem tosse ladrante, rouquidão e estridor por obstrução subglótica, mas apresentam perfis clínicos diferentes. O crupe viral costuma ser precedido por coriza, febre baixa e outros sintomas de infecção respiratória, com mucosa subglótica edemaciada e inflamada. Parainfluenza é o agente clássico.
O crupe espasmódico apresenta início súbito, frequentemente noturno, pouca ou nenhuma febre, recorrência e menor componente inflamatório. Sua fisiopatologia não é totalmente definida e pode envolver hiperreatividade da via aérea, predisposição alérgica e gatilhos virais. O tratamento agudo é semelhante, com corticoide e adrenalina nebulizada quando há gravidade suficiente.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Edema inflamatório subglótico é característica central do crupe viral. O espasmódico tende a ter menor inflamação e maior componente de reatividade dinâmica.
B) Incorreta. Hiperemia e edema inflamatório são mais típicos do crupe viral; no espasmódico o aspecto pode ser menos inflamado.
C) Correta (gabarito). Agentes virais são claramente envolvidos no crupe viral e também podem atuar como gatilhos de episódios espasmódicos em crianças predispostas.
D) Incorreta. Múltiplos episódios recorrentes são mais característicos do crupe espasmódico. O crupe viral típico costuma ser episódio isolado relacionado à infecção.