Paciente que se apresenta com febre e exantema do tipo escarlatiniforme,
A pegadinha central é reconhecer doença por toxina. Febre alta, rash escarlatiniforme, hipotensão e falência de órgãos lembram choque tóxico.
Descamação tardia de mãos e pés reforça síndrome do choque tóxico.
Tratamento exige suporte hemodinâmico, controle do foco e antibiótico com ação contra o agente e redução da produção de toxina.
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Contexto
Febre alta associada a exantema difuso eritematoso de aspecto escarlatiniforme deve levantar hipótese de doença mediada por toxinas. A síndrome do choque tóxico, causada principalmente por toxinas de Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes, apresenta febre, rash eritrodérmico difuso e toxicidade sistêmica, frequentemente acompanhados de hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos.
Na forma estafilocócica, descamação palmoplantar pode aparecer uma a duas semanas depois. A forma estreptocócica costuma estar associada a foco invasivo e choque mais grave. O diagnóstico exige reconhecer o conjunto sistêmico, não apenas o exantema.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Rubéola produz exantema maculopapular, geralmente iniciado na face, com linfadenopatia retroauricular e occipital; não é o padrão clássico escarlatiniforme com toxicidade intensa.
B) Correta (gabarito). Febre associada a eritema difuso tipo escarlatiniforme é manifestação típica de síndrome do choque tóxico, especialmente quando surgem hipotensão e comprometimento multissistêmico.
C) Incorreta. Sífilis secundária causa exantema disseminado, frequentemente com acometimento de palmas e plantas, além de linfadenopatia, mas não é classicamente escarlatiniforme.
D) Incorreta. Febre tifóide pode causar roséolas, pequenas máculas róseas em tronco, e não eritrodermia escarlatiniforme.