Pegadinha central: envelhecimento não extingue sexualidade; procure fatores modificáveis, sobretudo síndrome geniturinária, relacionamento e contexto psicossocial.
Hipoestrogenismo causa secura, menor lubrificação, dispareunia e ardência, que podem reduzir frequência sexual.
Não atribua toda queixa à idade: medicamentos, depressão, dor, doenças crônicas e saúde do parceiro também devem ser investigados.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Sexualidade no envelhecimento não desaparece por efeito inevitável da idade. Ela resulta da interação entre fatores hormonais, físicos, psicológicos, relacionais, culturais e disponibilidade de parceria. Revisões contemporâneas sobre sexualidade após a menopausa recomendam uma avaliação multidimensional, sem pressupor que redução da atividade sexual seja “normal” ou desejada.
O Position Statement de 2020 da North American Menopause Society sobre síndrome geniturinária da menopausa descreve que o hipoestrogenismo produz afinamento epitelial, redução da elasticidade e lubrificação, aumento de secura e irritação e dispareunia. Esses sintomas podem reduzir desejo antecipatório e frequência de relações porque associam atividade sexual à dor. Ardência após o coito é compatível com fragilidade e ressecamento vulvovaginal.
A cultura pode inibir a expressão da sexualidade em pessoas idosas por estigma e expectativas sociais. Assim, a combinação de cultura + redução da lubrificação + ardência pós-coital reúne um determinante sociocultural e dois achados diretamente ligados ao hipoestrogenismo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Idade e obesidade podem se associar a mudanças de saúde sexual, mas “maior longevidade masculina” está epidemiologicamente invertida: mulheres, em média, vivem mais que homens. Além disso, idade cronológica isolada não determina perda da sexualidade.
B) Incorreta. Falta de parceria e qualidade do relacionamento realmente influenciam atividade sexual. A alternativa cai pela afirmação de maior longevidade masculina e porque “força do relacionamento” tende a funcionar como fator protetor quando significa vínculo satisfatório.
C) Correta (gabarito). Fatores culturais podem desencorajar ou limitar atividade sexual na velhice, enquanto hipoestrogenismo reduz lubrificação e favorece secura, microtrauma, dor e ardência após o coito. É o conjunto mais diretamente ligado à redução da sexualidade com o envelhecimento.
D) Incorreta. Maior longevidade feminina pode reduzir disponibilidade de parceria em algumas populações, e obesidade pode interferir na saúde sexual, mas uma relação forte e satisfatória tende a preservar intimidade e atividade sexual. A alternativa mistura fatores de sentidos diferentes.