Obstrução intestinal

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Questão 98
UFCSPA · 2025
Em relação à colecistite aguda biliar, assinale a alternativa CORRETA.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A colecistite aguda calculosa geralmente decorre de obstrução persistente do ducto cístico por cálculo, levando a distensão, inflamação química e, secundariamente, possível infecção. A maioria das pessoas com colelitíase assintomática nunca desenvolverá colecistite; a história natural não sustenta risco superior a 50%.

Na suspeita de colecistite, a ultrassonografia abdominal é o exame inicial preferido por demonstrar cálculos, espessamento da parede, distensão, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. Cintilografia hepatobiliar pode ser usada quando a dúvida persiste e possui alta acurácia. Tomografia é útil para complicações ou diagnósticos diferenciais, mas não é o padrão inicial de escolha.

Íleo biliar ocorre quando inflamação crônica da vesícula favorece uma fístula bilioentérica, permitindo que um cálculo migre para o intestino e provoque obstrução. A tríade de Rigler é formada por obstrução intestinal, pneumobilia e cálculo biliar ectópico.

O WSES Guideline de 2020 recomenda colecistectomia laparoscópica precoce sempre que possível, idealmente o quanto antes, podendo ser realizada dentro de 7 dias da internação e até 10 dias do início dos sintomas. Portanto, ultrapassar 72 horas não é contraindicação absoluta à cirurgia.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A maioria das pessoas com cálculos assintomáticos permanece sem colecistite. Complicações biliares aparecem em uma minoria ao longo do seguimento, não em mais da metade inevitavelmente.

B) Incorreta. A ultrassonografia é o exame inicial padrão na suspeita de colecistite aguda. Tomografia tem valor em complicações e diagnósticos alternativos, mas não substitui o ultrassom como primeira investigação habitual.

C) Correta (gabarito). Tríade de Rigler significa obstrução intestinal, pneumobilia e cálculo ectópico. É o conjunto radiológico clássico do íleo biliar, produzido por fístula bilioentérica decorrente de doença inflamatória calculosa da vesícula.

D) Incorreta. O antigo marco de 72 horas não funciona como proibição cirúrgica. Diretrizes modernas favorecem colecistectomia precoce durante a mesma internação em pacientes operáveis, mesmo após esse intervalo.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: Rigler = pneumobilia + obstrução + cálculo ectópico.

  • Ultrassom é o primeiro exame na colecistite.

  • WSES 2020: mais de 72 horas de sintomas não contraindica colecistectomia; a janela moderna é mais ampla e privilegia cirurgia precoce.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Obstrução intestinal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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