Durante o ciclo cardíaco, a fase de contração isovolumétrica desempenha um papel crucial na mecânica cardíaca.
Pegadinha: nas duas fases “isovolumétricas”, todas as válvulas estão fechadas.
Contração isovolumétrica: pressão sobe e volume fica constante.
Abertura da aórtica e pulmonar marca o fim da contração isovolumétrica e o início da ejeção.
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Contexto
A contração isovolumétrica é a primeira fase mecânica da sístole ventricular. Ela começa quando a pressão ventricular supera a pressão atrial e provoca o fechamento das válvulas mitral e tricúspide, fenômeno relacionado à primeira bulha cardíaca. Nesse momento, as válvulas aórtica e pulmonar ainda permanecem fechadas.
Como todas as válvulas estão fechadas, não há entrada nem saída relevante de sangue dos ventrículos. Assim, o volume permanece no volume diastólico final, enquanto a pressão intraventricular sobe rapidamente. A fase termina quando a pressão do ventrículo esquerdo supera a pressão aórtica e a do ventrículo direito supera a pressão pulmonar, abrindo as válvulas semilunares e iniciando a ejeção.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A alternativa descreve exatamente o intervalo entre o fechamento das válvulas atrioventriculares e a abertura das semilunares. Nesse intervalo, a pressão sobe, mas o volume ventricular não muda.
B) Incorreta. Ejeção rápida só começa depois que a pressão ventricular supera a pressão arterial e as válvulas semilunares se abrem.
C) Incorreta. Relaxamento e enchimento passivo são fenômenos diastólicos. Na contração isovolumétrica, o miocárdio ventricular está se contraindo ativamente.
D) Incorreta. As válvulas atrioventriculares já estão fechadas durante toda a contração isovolumétrica. Elas só reabrem depois do relaxamento isovolumétrico, quando a pressão ventricular cai abaixo da pressão atrial.