Tipos de estudo epidemiológico

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 22
UFCSPA · 2025

Considerando um estudo de coorte, analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA.


I. Pode ser prospectivo ou retrospectivo. 

II. Pode calcular diretamente o risco relativo. 

III. É útil para estudar doenças raras.


Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Em uma coorte, os participantes são classificados segundo uma exposição e acompanhados, de forma prospectiva ou reconstruída retrospectivamente, para verificar a ocorrência do desfecho. Como o denominador de pessoas em risco é conhecido e há dimensão temporal, o delineamento permite calcular incidência e comparar riscos entre expostos e não expostos.

O risco relativo é calculado como incidência nos expostos dividida pela incidência nos não expostos. Coortes também podem estimar taxas de incidência e, em análises de tempo até evento, hazard ratios. A coorte retrospectiva mantém essa lógica, mas usa registros já existentes para reconstruir exposição e seguimento.

Coortes são eficientes para exposições raras, porque o pesquisador pode selecionar indivíduos expostos, mas geralmente são pouco eficientes para doenças raras. Quando o desfecho é muito infrequente, seria necessário acompanhar grande número de pessoas para acumular casos suficientes. Para doenças raras, o estudo caso-controle costuma ser mais eficiente.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). As afirmativas I e II estão corretas. Coortes podem ser prospectivas ou retrospectivas e permitem estimar diretamente incidência e risco relativo quando os dados necessários estão disponíveis.

B) Incorreta. A afirmativa I é verdadeira, mas a III é falsa. Doença rara torna a coorte ineficiente porque poucos eventos surgem durante o seguimento.

C) Incorreta. A afirmativa II é verdadeira, porém a III é falsa e a I também é verdadeira.

D) Incorreta. A afirmativa III impede que todas sejam corretas. O delineamento mais lembrado para doença rara é o caso-controle.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: coorte é boa para exposição rara; caso-controle é mais eficiente para doença rara.

  • Coorte mede incidência e permite calcular risco relativo.

  • “Retrospectiva” não transforma a coorte em caso-controle: a seleção continua baseada na exposição, não no desfecho.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tipos de estudo epidemiológico” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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