De acordo com o DSM-5-TR, o transtorno disfórico pré-menstrual se caracteriza por sintomas psicológicos e físicos que devem estar presentes na semana final antes do início da menstruação, começar a melhorar poucos dias depois do seu início e tornar-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual, ocorrendo na maioria dos ciclos menstruais no ano precedente. Para que seja realizado o diagnóstico, pelo menos cinco sintomas devem estar presentes, incluindo um dos sintomas nucleares com outros potenciais sintomas.
Pegadinha central: são 5 sintomas no total, mas pelo menos 1 precisa ser de um dos 4 afetivos: labilidade, irritabilidade, depressão ou ansiedade.
Sono, energia e sensação de sobrecarga contam para o total, mas não são sintomas nucleares.
O caráter cíclico é obrigatório; sintomas persistentes durante todo o mês sugerem outro transtorno ou exacerbação pré-menstrual de uma condição de base.
Confirmação prospectiva por registro diário em pelo menos 2 ciclos reduz sobrediagnóstico.
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Contexto
O transtorno disfórico pré-menstrual, conforme o DSM-5-TR, exige padrão cíclico: na maioria dos ciclos, os sintomas surgem na semana final antes da menstruação, começam a melhorar poucos dias após o início do fluxo e tornam-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual. Devem estar presentes pelo menos 5 sintomas, com prejuízo clinicamente significativo, e pelo menos 1 deles precisa pertencer ao grupo de 4 sintomas afetivos nucleares.
O ACOG Clinical Practice Guideline No. 7 de 2023 mantém o transtorno disfórico pré-menstrual dentro do espectro dos transtornos pré-menstruais e reforça avaliação baseada na relação temporal dos sintomas com o ciclo. O diagnóstico ideal deve ser confirmado por registros prospectivos diários em pelo menos 2 ciclos sintomáticos, porque depressão, ansiedade, transtorno bipolar e outras condições podem sofrer exacerbação pré-menstrual sem constituir TDPM.
Os demais sintomas servem para completar o total de cinco: menor interesse por atividades, dificuldade de concentração, letargia, mudança de apetite, hipersonia ou insônia, sensação de estar sobrecarregada ou fora de controle e sintomas físicos, como mastalgia, edema, distensão e dor muscular ou articular.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Insônia ou hipersonia fazem parte dos sintomas adicionais do TDPM, mas não pertencem ao grupo afetivo nuclear exigido pelo critério B do DSM-5-TR.
B) Incorreta. Sensação de estar sobrecarregada ou fora de controle também é um sintoma adicional. Pode contribuir para completar os cinco critérios, mas não satisfaz sozinha a exigência de pelo menos um sintoma nuclear.
C) Incorreta. Letargia, fadiga fácil ou falta acentuada de energia são sintomas reconhecidos do transtorno, porém pertencem ao grupo complementar.
D) Correta (gabarito). Ansiedade ou tensão acentuadas constituem um dos quatro sintomas nucleares do DSM-5-TR. Por isso, entre as opções apresentadas, é a única que cumpre diretamente a exigência de um sintoma central.