Sobre a necessidade do uso de fórceps, analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA.
I. Diagnóstico correto da variedade de posição e a atitude da cabeça.
II. Dilatação de colo uterino completa.
III. Membranas amnióticas rotas.
IV. Bexiga materna vazia (por sondagem vesical).
Pegadinha: indicação clínica de abreviar o segundo período não basta; primeiro confirme todos os pré-requisitos.
Colo completo + bolsa rota + cabeça insinuada e posição conhecida são o núcleo da segurança.
Bexiga cheia atrapalha a descida e aumenta risco de trauma, por isso deve ser esvaziada.
Fórceps rotacional exige domínio técnico e confirmação particularmente cuidadosa da posição fetal.
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Contexto
Parto vaginal operatório com fórceps só deve ser tentado quando uma série de pré-requisitos estiver satisfeita. O ACOG Practice Bulletin 219 sobre parto vaginal operatório, de 2020 e reafirmado em 2025, e a diretriz RCOG Green-top 26 de 2020 enfatizam avaliação rigorosa da apresentação, posição, estação da cabeça e condições maternas antes da aplicação do instrumento.
Os pré-requisitos clássicos incluem dilatação cervical completa, membranas rotas, apresentação cefálica com cabeça insinuada, posição e variedade de posição conhecidas, ausência de desproporção cefalopélvica evidente, analgesia adequada, bexiga vazia e operador treinado. Também deve existir possibilidade de cesariana imediata se a tentativa falhar ou surgir complicação.
Conhecer a posição e a atitude da cabeça é decisivo porque a colocação incorreta das colheres aumenta trauma materno e fetal. O RCOG reforçou em 2023 que, para fórceps rotacional de Kielland, a ultrassonografia intraparto pode melhorar a confirmação da posição do occipício quando houver dúvida. A bexiga deve estar esvaziada antes do procedimento, muitas vezes por sondagem vesical.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. As afirmativas I e II são verdadeiras, mas III e IV também descrevem condições de segurança. Fórceps não deve ser aplicado com membranas íntegras nem com bexiga distendida.
B) Incorreta. Dilatação completa e membranas rotas são necessárias, porém é indispensável conhecer precisamente a posição da cabeça e manter a bexiga vazia.
C) Incorreta. As afirmativas II, III e IV estão corretas, mas a afirmativa I também é essencial. Aplicar fórceps sem conhecer a variedade de posição expõe a aplicação inadequada e lesão.
D) Correta (gabarito). As quatro afirmativas fazem parte dos pré-requisitos clássicos para uso seguro do fórceps: posição e atitude conhecidas, colo completamente dilatado, membranas rotas e bexiga esvaziada.