Doença trofoblástica gestacional

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 27
UFCSPA · 2025

Sobre a doença trofoblástica gestacional,

assinale a alternativa INCORRETA.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A atualização do FIGO Cancer Report de 2025 mantém a doença trofoblástica gestacional como um espectro que inclui mola hidatiforme completa, mola parcial e formas neoplásicas, entre elas coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide. Os extremos da idade reprodutiva aumentam o risco de gestação molar, com elevação mais acentuada após os 40 anos.

A distinção genética entre mola completa e parcial é o ponto que fecha a questão. A mola completa é tipicamente diploide e androgenética: um oócito sem contribuição nuclear materna funcional é fecundado, em geral, por um espermatozoide cujo genoma duplica, formando 46,XX; menos frequentemente, dois espermatozoides fecundam o oócito vazio, podendo resultar em 46,XY. Já a mola parcial é tipicamente triploide e diândrica, como 69,XXY, após um oócito com genoma materno ser fecundado por dois espermatozoides ou por um espermatozoide diploide.

A imunohistoquímica para p57 ajuda na diferenciação: p57 é um gene com expressão materna, por isso costuma estar ausente na mola completa androgenética e presente na mola parcial e em gestações não molares. Clinicamente, sangramento vaginal é a apresentação mais comum; útero maior que a idade gestacional, hiperêmese, hipertireoidismo e pré-eclâmpsia precoce são manifestações clássicas, hoje menos frequentes pela detecção ultrassonográfica precoce.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A afirmação é verdadeira e não é a resposta. Extremos da idade reprodutiva são fatores de risco reconhecidos, com risco especialmente elevado em mulheres acima de 40 anos.

B) Incorreta. A afirmação é verdadeira. Sangramento uterino de intensidade variável é apresentação clássica, e útero maior que o esperado pode ocorrer pela proliferação trofoblástica e pelo volume molar.

C) Correta (gabarito). Esta é a afirmação incorreta. O mecanismo descrito, oócito com material genético materno fecundado por dois espermatozoides e concepto triploide, corresponde à mola parcial, não à completa.

D) Incorreta. A afirmação é verdadeira. Tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide são formas raras de neoplasia trofoblástica e têm comportamento biológico distinto das formas mais comuns.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: triploidia com contribuição materna lembra mola parcial; mola completa é tipicamente diploide androgenética.

  • p57 negativo favorece mola completa porque falta expressão materna do gene.

  • O FIGO Cancer Report 2025 estima progressão para neoplasia trofoblástica em cerca de 13% a 20% das molas completas e 0,5% a 5% das parciais.

  • Após esvaziamento, seguimento com hCG é obrigatório para detectar doença persistente.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença trofoblástica gestacional” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →