Entre as alternativas abaixo,
Pegadinha: PET-CT é excelente para doença à distância, mas a pergunta pede N locorregional.
No esôfago, ecoendoscopia é o exame-chave para T e N locorregional.
Se o linfonodo suspeito puder mudar o tratamento, a possibilidade de punção guiada aumenta o valor da ecoendoscopia.
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Contexto
No câncer de esôfago, o estadiamento precisa responder a três perguntas diferentes: profundidade de invasão da parede, comprometimento linfonodal regional e presença de metástases à distância. Entre os métodos disponíveis, a ecoendoscopia é especialmente valiosa para o estadiamento locorregional porque aproxima o transdutor da parede esofágica e dos linfonodos periesofágicos, permitindo avaliar as camadas da parede e caracterizar linfonodos regionais.
Na avaliação contemporânea, tomografia e PET-CT continuam essenciais para o estadiamento global, sobretudo para detectar doença fora do campo locorregional. Entretanto, quando a pergunta isola o estadiamento linfonodal regional, a ecoendoscopia tem vantagem adicional por possibilitar punção aspirativa de linfonodos suspeitos quando isso modifica a conduta. A acurácia do método cai em tumores muito estenosantes que não permitem passagem do aparelho, situação em que o estadiamento depende mais dos exames seccionais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A tomografia é indispensável no estadiamento global, mas o critério de tamanho tem limitações para distinguir linfonodos reacionais de metastáticos e pode perder doença em linfonodos pequenos. Para N locorregional, a ecoendoscopia fornece avaliação mais detalhada.
B) Incorreta. A ressonância magnética não é o método de escolha para estadiamento linfonodal regional do câncer de esôfago nas rotinas habituais.
C) Correta (gabarito). A ecoendoscopia é a melhor opção apresentada para avaliação locorregional dos linfonodos, com a vantagem de permitir amostragem por punção quando há linfonodo suspeito acessível.
D) Incorreta. O PET-CT é muito útil para revelar metástases à distância e doença metabolicamente ativa não reconhecida na TC, mas não substitui a ecoendoscopia na caracterização fina do comprometimento linfonodal regional.