Associe as figuras abaixo com suas respectivas e corretas alterações.

( ) Placenta prévia.
( ) Acretismo placentário.
( ) Vasa prévia.
Pegadinha: placenta prévia é posição da placenta; vasa prévia é posição de vasos fetais desprotegidos.
No acretismo, procure lacunas placentárias, perda da zona retroplacentária e vasos de ponte ao Doppler.
Placenta prévia cobre o orifício interno; placenta baixa fica a menos de 20 mm sem cobri-lo.
Vasa prévia deve ser reconhecida antes da rotura de membranas porque o sangramento é fetal.
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Contexto
As três imagens representam entidades placentárias diferentes que podem produzir hemorragia obstétrica, mas a estrutura anatômica envolvida é distinta. A diretriz RCOG Green-top 27a, atualizada em 2026, define placenta prévia como placenta que cobre parcial ou totalmente o orifício interno do colo; placenta baixa é aquela cuja borda está a menos de 20 mm do orifício interno sem cobri-lo. O espectro de placenta acreta corresponde à aderência ou invasão anormal da placenta ao miométrio por falha da interface decidual. Para vasa prévia, a SMFM Consult Series 37, reafirmada em 2024, descreve vasos fetais desprotegidos que percorrem as membranas sobre ou muito próximos ao colo.
Na figura I, o Doppler colorido mostra vascularização placentária anormal e exuberante, com aspecto de lacunas e vasos atravessando a interface placentária, padrão compatível com espectro de placenta acreta. Achados ultrassonográficos de alto rendimento incluem lacunas placentárias, perda da zona hipoecoica retroplacentária, miométrio muito fino e vasos de ponte.
Na figura II, o Doppler identifica fluxo em vasos situados nas membranas na região do segmento inferior, junto à apresentação fetal, achado compatível com vasa prévia. O ponto discriminador é que o vaso é fetal e está fora da proteção da placenta ou da geleia de Wharton, podendo romper com as membranas e causar hemorragia fetal catastrófica.
Na figura III, a imagem em escala de cinza demonstra tecido placentário ocupando a região do segmento uterino inferior e cobrindo o orifício cervical interno, compatível com placenta prévia. Assim, a associação pedida é placenta prévia III, acretismo I e vasa prévia II.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A sequência I, II, III troca as três entidades. A figura I tem sinais vasculares de acretismo, e a III mostra a relação da placenta com o orifício interno típica de placenta prévia.
B) Incorreta. A figura II não é placenta prévia; o Doppler demonstra vasos fetais membranosos compatíveis com vasa prévia. A figura III também não corresponde a acretismo.
C) Incorreta. A alternativa acerta placenta prévia na figura III, mas troca as outras duas: acretismo é I e vasa prévia é II.
D) Correta (gabarito). A sequência III, I e II associa corretamente placenta prévia, espectro de placenta acreta e vasa prévia, respectivamente.