Pegadinha central: leiomioma é subepitelial e a mucosa costuma estar intacta, não ulcerada.
Ecoendoscopia define camada de origem e morfologia; lesão atípica ou suspeita de GIST pode exigir tecido.
ESGE 2022: leiomioma assintomático com diagnóstico claro não precisa de vigilância rotineira.
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Contexto
Leiomioma é uma neoplasia benigna de músculo liso e constitui uma das lesões subepiteliais benignas mais típicas do esôfago. Em geral origina-se da muscular própria e cresce de forma intramural, deslocando a mucosa sem destruí-la. Na endoscopia aparece como abaulamento subepitelial liso, recoberto por mucosa normal.
A diretriz ESGE de 2022 sobre lesões subepiteliais recomenda ecoendoscopia como principal método para definir tamanho, camada de origem, ecogenicidade e outras características. Leiomiomas costumam aparecer como lesões hipoecoicas, homogêneas e bem delimitadas. A ecoendoscopia, entretanto, não diferencia com segurança absoluta todos os tumores mesenquimais, especialmente leiomioma de GIST em alguns casos.
Há uma atualização em relação ao ensino tradicional da alternativa D: se o diagnóstico de leiomioma benigno for realmente seguro, a ESGE 2022 recomenda não realizar vigilância endoscópica rotineira. Quando o diagnóstico não é definitivo, lesões pequenas assintomáticas podem ser acompanhadas em intervalos definidos. Isso não modifica o gabarito porque a afirmação claramente errada continua sendo a ulceração mucosa como apresentação típica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A afirmativa é adequada. O leiomioma esofágico frequentemente se origina da camada muscular própria e se manifesta como lesão intramural subepitelial.
B) Correta (gabarito). Esta é a alternativa incorreta solicitada. A mucosa sobre o leiomioma costuma permanecer íntegra. Ulceração não é apresentação habitual e deve fazer pensar em outro diagnóstico, crescimento complicado ou lesão com comportamento diferente.
C) Incorreta. Em lesão pequena, assintomática e com padrão muito característico, pode-se dispensar biópsia. A ressalva atual é que ecoendoscopia isolada não distingue todos os tumores subepiteliais, de modo que tecido é recomendado quando há suspeita de GIST, tamanho acima de 20 mm, estigmas de alto risco ou necessidade de tratamento oncológico.
D) Incorreta. A conduta conservadora é aceitável para lesão pequena e assintomática. Se o diagnóstico de leiomioma estiver inequivocamente estabelecido, a ESGE atual vai além e afirma que vigilância rotineira pode ser dispensada; se houver dúvida diagnóstica, acompanhamento endoscópico é uma opção.