Sobre as diferenças entre nutrição parenteral total e nutrição enteral, relacione as colunas e assinale a sequência correspondente:
(1) Nutrição parenteral total.
(2) Nutrição enteral.
( ) Mantém a estrutura e a função da mucosa intestinal e é mais segura em relação a complicações mecânicas e metabólicas.
( ) Está associada a taxas reduzidas de infecção nosocomial.
( ) É contraindicada na presença de hipertrigliceridemia severa.
( ) Mais dispendiosa.
Pegadinha central: se o intestino funciona e é seguro usá-lo, prefira via enteral.
Enteral preserva barreira intestinal e evita complicações de cateter venoso central.
Hipertrigliceridemia grave obriga rever principalmente a emulsão lipídica da nutrição parenteral, não necessariamente suspender todos os nutrientes intravenosos.
Nutrição parenteral é mais cara, tecnicamente complexa e metabolicamente monitorizada.
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Contexto
Quando o trato gastrointestinal funciona e pode ser utilizado com segurança, a nutrição enteral é preferida. Ela mantém estímulo luminal, trofismo e função da mucosa intestinal, preserva melhor a barreira do intestino e evita parte das complicações relacionadas ao acesso venoso central e à infusão intravenosa de nutrientes.
Em comparação com nutrição parenteral, a via enteral costuma ser menos dispendiosa e está associada a menor risco de complicações infecciosas relacionadas a cateter. A nutrição parenteral é necessária quando a via digestiva não pode ser usada ou é insuficiente, mas exige monitorização de glicemia, eletrólitos, função hepática, volume e triglicerídeos.
A afirmação sobre hipertrigliceridemia precisa de precisão. Hipertrigliceridemia grave é motivo para reduzir ou suspender a emulsão lipídica intravenosa, sobretudo quando triglicerídeos estão muito elevados. Isso não significa obrigatoriamente que toda nutrição parenteral seja impossível, pois uma formulação temporariamente sem lipídios pode ser utilizada conforme a necessidade clínica. A prova usa a formulação clássica e simplificada de que hipertrigliceridemia grave contraindica a NPT.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A primeira afirmação pertence à nutrição enteral, não à parenteral, e a nutrição parenteral é a modalidade mais dispendiosa.
B) Incorreta. Preservação da mucosa e menor risco de infecção nosocomial são vantagens associadas à nutrição enteral, portanto os dois primeiros itens não podem ser classificados como parenterais.
C) Incorreta. O primeiro item está corretamente atribuído à enteral, mas o segundo também deveria ser enteral. A limitação por hipertrigliceridemia relaciona-se ao componente lipídico da nutrição parenteral.
D) Correta (gabarito). A sequência esperada é 2, 2, 1, 1: enteral para preservação intestinal e menor risco infeccioso; parenteral para a limitação relacionada a lipídios em hipertrigliceridemia grave e maior custo.