Pegadinha central: confundimento é viés de associação, não simples imprecisão aleatória.
Confundidor se relaciona à exposição e ao desfecho, mas não deve ser mediador causal.
Ajuste estatístico controla apenas confundidores conhecidos e adequadamente medidos.
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Contexto
Confundimento é uma distorção da associação entre exposição e desfecho causada por uma terceira variável. De forma clássica, um confundidor está associado à exposição, é fator de risco ou marcador do desfecho independentemente da exposição e não pertence à cadeia causal intermediária entre exposição e desfecho.
Em um estudo sobre obesidade e hipertensão, idade pode ser exemplo de confundidor: pessoas mais velhas podem ter maior prevalência de obesidade em determinada amostra e também maior risco de hipertensão. Sem ajuste, parte da associação atribuída à obesidade poderia refletir diferenças etárias.
Confundimento pode ser controlado no desenho por randomização, restrição ou pareamento e, na análise de estudos observacionais, por estratificação, regressão multivariável, padronização, ponderação por escore de propensão e outros métodos. Nenhum ajuste elimina necessariamente todo confundimento, sobretudo por variáveis não medidas ou mal mensuradas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ajustar confundidores busca reduzir viés sistemático de confusão, não simplesmente diminuir erro aleatório. A precisão pode inclusive aumentar ou diminuir conforme o modelo.
B) Incorreta. Representatividade depende principalmente da amostragem, seleção e participação da população, não do ajuste estatístico de confundidores.
C) Correta (gabarito). O objetivo do ajuste é controlar variáveis que distorcem a associação entre obesidade e hipertensão para estimar de forma mais válida o efeito de interesse.
D) Incorreta. Aumentar variabilidade não é objetivo analítico e não torna um estudo automaticamente mais aplicável a outras populações.