Pegadinha: a complicação clássica da hipospádia operada é fístula uretrocutânea.
Quanto mais proximal e complexa a hipospádia, maior tende a ser a taxa de complicações.
Estenose, deiscência e curvatura recorrente são diferenciais importantes, mas não são a resposta geral mais frequente.
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Contexto
A correção da hipospádia reconstrói a uretra, corrige curvatura ventral quando presente e posiciona o meato em localização funcional. A complicação pós-operatória clássica mais frequente é a fístula uretrocutânea, uma comunicação entre a neouretra e a pele que permite saída de urina por um segundo trajeto durante a micção.
As diretrizes de Urologia Pediátrica da European Association of Urology descrevem taxas de fístula que variam amplamente conforme gravidade e técnica, aproximadamente de 5% a 50% no conjunto das correções, com índices bem menores nas hipospádias distais simples e maiores nas proximais complexas. Hipospádia proximal, cirurgia prévia, tecidos cicatriciais, glande pequena e reconstruções longas aumentam o risco de complicações.
Estenose meatal ou uretral, deiscência da glande, recorrência da curvatura e alterações do jato urinário também podem ocorrer. A frequência relativa dessas complicações depende da anatomia inicial e da técnica empregada, mas a fístula permanece a resposta clássica quando a banca pergunta pela complicação pós-operatória mais comum de forma geral.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Curvatura residual ou recorrente pode aparecer, sobretudo nas formas proximais, mas não é a complicação pós-operatória mais frequentemente cobrada após uretroplastia.
B) Correta (gabarito). A fístula uretrocutânea é a complicação clássica mais comum após correção de hipospádia e decorre de falha de cicatrização ou integração da neouretra com formação de um trajeto até a pele.
C) Incorreta. Deiscência da glande ou da ferida é uma complicação reconhecida, especialmente em reconstruções complexas, porém não supera a fístula como resposta geral mais frequente.
D) Incorreta. Estenose pode ocorrer no meato ou na uretra reconstruída, mas não é, de forma global, a complicação pós-operatória mais comum.