Doença trofoblástica gestacional

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Questão 31
UFCSPA · 2026
Em relação à doença trofoblástica gestacional (DTG), assinale a alternativa INCORRETA.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A doença trofoblástica gestacional reúne alterações proliferativas do trofoblasto relacionadas à gestação. O espectro inclui mola hidatiforme completa e parcial e formas neoplásicas, como mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide. O tecido envolvido deriva principalmente do citotrofoblasto e do sinciciotrofoblasto, razão pela qual a definição apresentada na alternativa A é adequada.

O hCG quantitativo é o principal marcador biológico para diagnóstico, seguimento e detecção de neoplasia trofoblástica gestacional. Em algumas formas, especialmente tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelioide, os níveis podem ser proporcionalmente baixos em relação à massa tumoral, mas a mensuração sérica continua sendo parte central da avaliação.

Os fatores de risco mais clássicos para mola hidatiforme são história prévia de gestação molar e extremos de idade materna, com aumento progressivo do risco sobretudo após os 35 anos e mais acentuado após os 40 anos. A neoplasia trofoblástica, porém, não surge apenas de mola não tratada: coriocarcinoma e outras formas podem ocorrer depois de mola, abortamento, gestação ectópica ou gestação a termo.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A afirmação está conceitualmente correta sobre DTG, portanto não responde ao comando que pede a alternativa incorreta. A doença envolve proliferação anormal de componentes do tecido trofoblástico placentário.

B) Incorreta. A afirmação traduz o papel central do β-hCG no espectro da DTG. A pegadinha é imaginar que níveis baixos excluem neoplasia: tumores do sítio placentário e epitelioides podem produzir pouco hCG, mas o marcador permanece relevante no diagnóstico e seguimento.

C) Incorreta. Idade materna avançada e antecedente pessoal de DTG, especialmente de mola hidatiforme, são fatores de risco clássicos e bem estabelecidos.

D) Correta (gabarito). Esta é a afirmação incorreta. Neoplasia trofoblástica gestacional não é obrigatoriamente consequência de uma forma benigna mal tratada. Pode surgir após diferentes eventos gestacionais, inclusive depois de gravidez não molar, e seu aparecimento não implica falha de tratamento prévio.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central: NTG pode surgir após mola, aborto, ectópica ou gestação a termo; não é sinônimo de mola negligenciada.

  • β-hCG quantitativo é marcador-chave para seguimento pós-molar e resposta ao tratamento.

  • Risco de mola aumenta com DTG prévia e com extremos de idade materna, sobretudo idade mais avançada.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença trofoblástica gestacional” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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