Convulsão febril e epilepsias na infância

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Questão 59
UFCSPA · 2026

Menina de 9 anos com epilepsia de difícil controle chega na emergência pediátrica em crise tônico-clônica generalizada iniciada há 15 minutos, sem resposta ao diazepam retal administrado pela mãe em casa. Na unidade, está em crise contínua, com necessidade de oxigênio suplementar. Mesmo após 3 tentativas em 2 minutos pela equipe de enfermagem, não há acesso venoso. A equipe prepara material para acesso intraósseo e medicação.

Considerando o caso, qual é a conduta mais indicada para interromper o estado epiléptico?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Estado de mal epiléptico convulsivo deve ser tratado quando a crise dura 5 minutos ou mais, porque a probabilidade de cessação espontânea diminui e o risco de lesão sistêmica e neurológica aumenta. O algoritmo da American Epilepsy Society recomenda benzodiazepínico como terapia inicial entre 5 e 20 minutos de crise.

Quando não existe acesso venoso, midazolam intramuscular é uma opção de primeira linha eficaz, segura e rapidamente disponível. A medicação não deve ser atrasada enquanto múltiplas tentativas de acesso venoso são realizadas. Em ambiente apropriado, vias intranasal ou bucal também podem ser consideradas conforme protocolo e formulação disponível.

Se a crise persistir após benzodiazepínico em dose adequada, passa-se à terapia de segunda linha, com opções como levetiracetam, fosfenitoína ou valproato, além de fenobarbital em contextos específicos. A escolha deve considerar idade, comorbidades e perfil de eventos adversos. Infusão excessivamente rápida de fenitoína pode precipitar hipotensão e arritmias.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Fenobarbital pode ser usado em etapas posteriores, mas não é mais seguro simplesmente porque a criança já tem epilepsia. Antes dele, deve-se garantir benzodiazepínico de primeira linha por uma via disponível.

B) Incorreta. Fenitoína é terapia de segunda linha e não deve ser feita em infusão rápida indiscriminada, pois há risco cardiovascular. O caso ainda exige tratamento benzodiazepínico imediato por via não venosa.

C) Incorreta. Repetir diazepam retal em dose maior não é a melhor opção quando a criança já falhou a essa via e existe midazolam intramuscular, que oferece administração rápida e previsível sem acesso venoso.

D) Correta (gabarito). Com crise há 15 minutos e sem acesso venoso, midazolam intramuscular deve ser administrado imediatamente. A obtenção de acesso intraósseo pode prosseguir em paralelo para medicações subsequentes caso a crise não cesse.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central: estado epiléptico sem acesso venoso = não espere o acesso para dar benzodiazepínico.

  • Crise ≥ 5 minutos já deve ser tratada como estado epiléptico convulsivo.

  • Midazolam IM é primeira linha sem acesso IV; segunda linha vem se a crise persistir.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Convulsão febril e epilepsias na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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