A pegadinha central: IBP bloqueia irreversivelmente a H+/K+-ATPase ativa.
Monitorização do refluxo documenta exposição anormal, mas não existe uma única pHmetria obrigatória para todo paciente.
Antes de cirurgia antirrefluxo, confirme DRGE e exclua distúrbio motor relevante.
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Contexto
Questão anulada oficialmente. A doença do refluxo gastroesofágico é diagnosticada pela integração entre sintomas, endoscopia e monitorização objetiva do refluxo quando necessária. A Diretriz do American College of Gastroenterology para DRGE mantém que sintomas típicos sem sinais de alarme podem inicialmente ser manejados com teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons, enquanto exames objetivos são reservados para cenários selecionados.
Antes de tratamento antirrefluxo invasivo, é necessário documentar objetivamente DRGE e excluir distúrbios motores relevantes. Endoscopia e manometria de alta resolução têm papéis definidos, e monitorização ambulatorial do refluxo por pH ou pH-impedanciometria é o padrão de avaliação da exposição ácida quando o diagnóstico não está demonstrado por esofagite erosiva avançada, Barrett ou estenose péptica. Esofagograma e cintilografia não são exames essenciais de rotina para todos os candidatos à cirurgia.
Os IBP são pró-fármacos ativados no ambiente ácido canalicular e formam ligação covalente com a H+/K+-ATPase, produzindo inibição funcionalmente irreversível das bombas ativas. A secreção ácida retorna com síntese de novas bombas, e não por simples dissociação reversível do medicamento.
A expressão padrão ouro aplicada à pHmetria de 24 horas tornou-se simplificadora. A monitorização de refluxo é o padrão fisiológico para demonstrar exposição ácida anormal, mas pode ser feita por cateter, cápsula sem fio ou pH-impedanciometria, e nem todo paciente precisa dela para estabelecer DRGE objetiva. Isso ajuda a explicar a anulação.
Alternativa por alternativa
A) Sem gabarito válido. A alternativa superestima a obrigatoriedade dos exames. Endoscopia, avaliação fisiológica do refluxo e manometria podem ser importantes antes de intervenção, mas esofagograma e cintilografia não são essenciais em todos os pacientes.
B) Sem gabarito válido. A afirmação é falsa. IBP não agem por ligação reversível simples às células parietais; inibem covalentemente e de modo funcionalmente irreversível a bomba H+/K+-ATPase ativa.
C) Sem gabarito válido. A monitorização ambulatorial do refluxo é central para documentação fisiológica, mas chamar especificamente a pHmetria de 24 horas de padrão ouro universal ignora outros métodos atuais e situações em que a DRGE já está objetivamente demonstrada.
D) Sem gabarito válido. Doença erosiva grave, sintomas persistentes ou resposta insuficiente podem exigir otimização de adesão, horário e dose do IBP e investigação adicional. Não é correto assumir que dose mínima seja suficiente para a maioria dos casos graves.