O midazolam é utilizado com frequência como indutor anestésico.
( ) Na sedação adjunta à anestesia, usa-se 1 comprimido de 15mg, 30 a 60 minutos antes do procedimento.
( ) Na retirada abrupta em pessoas que o utilizavam de forma crônica, podem ocorrer sintomas de abstinência, com duração de poucas horas a uma semana.
( ) Sua eficácia como hipnótico ainda não é bem estabelecida.
( ) Uma das suas reações mais comuns é a amnésia anterógrada.
A pegadinha central: midazolam é hipnótico e causa amnésia anterógrada.
Uso crônico pode gerar dependência e síndrome de abstinência; evite retirada abrupta.
Associação com opioides aumenta risco de sedação profunda e depressão respiratória.
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Contexto
Midazolam é um benzodiazepínico de curta duração com propriedades ansiolítica, sedativa, hipnótica, anticonvulsivante e amnéstica. Potencializa o efeito do GABA no receptor GABA-A, aumentando a frequência de abertura do canal de cloro na presença do neurotransmissor e reduzindo a excitabilidade neuronal.
Na sedação ou pré-medicação anestésica, a via e a dose variam com idade, comorbidades, associação com opioides e profundidade de sedação desejada. A formulação oral de 15 mg administrada aproximadamente 30 a 60 minutos antes do procedimento é uma estratégia descrita para pré-medicação em adultos em referências farmacológicas utilizadas tradicionalmente pela prova.
Uso prolongado pode produzir dependência física. A retirada abrupta pode desencadear ansiedade, insônia, irritabilidade, tremor e, em casos graves, delirium ou convulsões. A intensidade e a duração variam conforme dose e tempo de uso; sintomas podem começar em horas ou poucos dias e persistir por dias, podendo durar mais em alguns pacientes. Por isso, pacientes em uso crônico devem ter redução gradual quando clinicamente apropriado.
A eficácia hipnótica do midazolam é bem estabelecida. Um dos efeitos farmacológicos mais característicos é a amnésia anterógrada: o paciente pode permanecer responsivo durante parte do período de sedação, mas ter dificuldade de formar novas memórias do que ocorreu após a administração.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A sequência erra a segunda e a terceira proposições. A retirada abrupta após uso crônico pode causar abstinência, enquanto a eficácia hipnótica do midazolam é estabelecida.
B) Correta (gabarito). A sequência é V, V, F, V. A pré-medicação oral descrita é compatível com referências tradicionais, abstinência pode surgir após suspensão abrupta de uso crônico, o efeito hipnótico é bem estabelecido e amnésia anterógrada é reação farmacológica característica.
C) Incorreta. A primeira, segunda e quarta proposições não devem ser classificadas como falsas no referencial utilizado pela questão. A terceira é que está incorreta ao negar eficácia hipnótica conhecida.
D) Incorreta. A primeira e a quarta proposições são verdadeiras. A amnésia anterógrada é especialmente típica dos benzodiazepínicos utilizados para sedação procedural.