A pegadinha central: abdome positivo e tórax negativo criam o gradiente que favorece herniação.
Tipo I, deslizamento, é a hérnia hiatal mais comum e mais relacionada à DRGE.
Paraesofágica lembra sintomas mecânicos, anemia, volvo e encarceramento, além de poder coexistir com refluxo.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Questão anulada oficialmente. A hérnia hiatal resulta da alteração dos mecanismos que mantêm a junção esofagogástrica abaixo do diafragma. A membrana frenoesofágica, os pilares diafragmáticos e o comprimento intra-abdominal do esôfago participam desse sistema de fixação.
A força que favorece migração do estômago para o tórax é o gradiente de pressão transdiafragmático: a pressão intra-abdominal é positiva, enquanto a pressão intratorácica é normalmente negativa em relação à atmosfera. Portanto, a redação de que existe pressão relativamente positiva dentro do tórax é fisiologicamente problemática. É a maior pressão abdominal em relação ao tórax que tende a empurrar vísceras através de um hiato incompetente.
Hérnias paraesofágicas podem ser assintomáticas ou causar sintomas mecânicos como plenitude, dor, disfagia, anemia por lesões de Cameron e, ocasionalmente, refluxo. A forma por deslizamento é a mais diretamente associada à perda da barreira antirrefluxo. A combinação de imprecisões nas alternativas A e D torna plausível a anulação oficial.
Alternativa por alternativa
A) Sem gabarito válido. A afirmação é fisiologicamente inadequada: o tórax apresenta pressão relativamente negativa, enquanto o abdome tem pressão positiva. O gradiente abdome-tórax é que favorece migração através de um hiato incompetente.
B) Sem gabarito válido. A membrana frenoesofágica participa da fixação da junção esofagogástrica e apresenta continuidade com fáscias diafragmáticas e endoabdominais, ancorando-se ao esôfago.
C) Sem gabarito válido. Hérnias paraesofágicas podem coexistir com DRGE, embora seus sintomas clássicos também incluam manifestações mecânicas e complicações relacionadas à herniação do estômago.
D) Sem gabarito válido. A hérnia por deslizamento é, de fato, a mais comum e a mais associada a refluxo. A expressão qualquer tipo pode gerar sintomas clássicos de refluxo é ampla demais, porque hérnias paraesofágicas frequentemente se manifestam de modo diferente.