Sobre a escolha do momento de vacinar e as vacinas a serem administradas ao paciente oncológico, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O ideal é que o esquema vacinal do paciente oncológico seja atualizado logo após o diagnóstico da neoplasia, antes da introdução da terapêutica imunossupressora.
II. Se a sua condição clínica e imunológica permitir, o paciente pode receber vacinas vivas atenuadas até 4 semanas antes do início do tratamento.
III. Quanto às vacinas inativadas, podem ser administradas até 2 semanas pré-tratamento, não sendo recomendada a vacinação após esse período.
A pegadinha central: vacina inativada durante imunossupressão pode ser pouco eficaz, mas não é automaticamente proibida.
Quando possível: vacina viva ≥ 4 semanas antes e não viva ≥ 2 semanas antes da imunossupressão.
Vacinas vivas são o grande problema de segurança durante imunossupressão significativa.
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Contexto
Questão anulada oficialmente. O princípio geral é revisar o calendário vacinal antes do início da quimioterapia, radioterapia ou outra imunossupressão importante, sempre que o diagnóstico e a urgência terapêutica permitirem. O CDC recomenda, quando possível, administrar vacinas vivas pelo menos 4 semanas antes do início da imunossupressão e vacinas não vivas pelo menos 2 semanas antes, para maximizar segurança e resposta imune.
Vacinas vivas atenuadas tornam-se contraindicadas durante imunossupressão significativa porque há risco de replicação do agente vacinal. Já as vacinas inativadas ou não vivas não são proibidas por segurança durante todo o tratamento; o problema principal é a resposta imunológica reduzida. Em quimioterapia intensa, muitas doses aplicadas durante o tratamento ou nas duas semanas que o precedem podem não ser consideradas imunologicamente válidas e podem precisar ser repetidas após recuperação da competência imune.
Assim, I e II expressam princípios aceitos, enquanto III é excessivamente absoluta ao afirmar que vacinação não viva não é recomendada depois da janela pré-tratamento. Algumas vacinas podem ser indicadas mesmo durante imunossupressão, conforme tipo de vacina, risco epidemiológico e intensidade do tratamento.
Alternativa por alternativa
A) Sem gabarito válido. Pela orientação atual, I e II são compatíveis com a estratégia ideal: atualizar a vacinação antes da imunossupressão e respeitar cerca de 4 semanas entre vacina viva e início do tratamento quando possível. Apesar disso, a questão foi oficialmente anulada.
B) Sem gabarito válido. A afirmativa III é problemática porque transforma uma preferência por vacinação prévia em proibição posterior. Vacinas não vivas são seguras em imunocomprometidos, embora possam ter menor imunogenicidade.
C) Sem gabarito válido. A afirmativa II é defensável, mas a III é excessivamente absoluta. A afirmativa I também expressa um princípio correto de planejamento vacinal.
D) Sem gabarito válido. Não é possível considerar inequivocamente as três afirmações corretas porque a III não corresponde às recomendações atuais sobre vacinas não vivas durante tratamento oncológico.