A pegadinha central: VEB em adolescente = febre + faringite + linfonodo cervical posterior + fadiga.
Esplenomegalia importa pelo risco de ruptura esplênica.
Amoxicilina ou ampicilina durante mononucleose pode precipitar exantema maculopapular, sem significar necessariamente alergia clássica à penicilina.
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Contexto
A infecção primária pelo vírus Epstein-Barr é frequentemente assintomática na infância, mas em adolescentes e adultos jovens costuma produzir a síndrome de mononucleose infecciosa. O quadro típico combina febre, faringite, linfadenomegalia, principalmente cervical posterior, fadiga importante e linfocitose com linfócitos atípicos. Hepatomegalia e esplenomegalia podem ocorrer.
Elevações leves a moderadas das aminotransferases são frequentes, mas hepatite grave é incomum. Exantema maculopapular pode aparecer, especialmente após exposição a aminopenicilinas como amoxicilina ou ampicilina, mas não é uma manifestação obrigatória da infecção. A esplenomegalia tem importância prática pelo risco de ruptura esplênica, razão pela qual atividades de contato e esforço intenso devem ser restringidas durante a fase de risco.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Febre, faringite, linfadenomegalia, fadiga e possível hepatoesplenomegalia constituem o conjunto clínico mais característico da mononucleose infecciosa por VEB em adolescentes e adultos.
B) Incorreta. Tosse persistente e dificuldade respiratória não formam o padrão típico do VEB. Linfonodomegalia pode ser generalizada, mas o fenótipo clássico é síndrome febril com faringite e adenopatia cervical.
C) Incorreta. Linfocitose é frequente e alterações hepáticas podem ocorrer, mas hepatite grave não é a apresentação habitual. Exantema também não está presente na maioria dos casos e é especialmente lembrado após aminopenicilinas.
D) Incorreta. Exantema vesicular sugere outros diagnósticos, como infecções por herpesvírus com manifestações vesiculares, e não é característica típica da mononucleose por VEB.