A ecografia obstétrica morfológica de 1o trimestre tem por objetivo principal o rastreio de ________________ e deve ser realizada entre ___________ semanas de gestação. Já a ecografia obstétrica morfológica de 2o trimestre tem por objetivo principal o rastreio de ________________ e deve ser realizada entre ___________ semanas de gestação.
A pegadinha de prova: 1º trimestre = 11 a 13+6 semanas; 2º trimestre = morfologia fetal.
Atualização ISUOG 2023: o exame de 11 a 14 semanas também avalia anatomia precoce, datação, viabilidade e corionicidade; não é apenas translucência nucal.
A morfológica do segundo trimestre permanece o exame de referência para avaliação anatômica sistemática das malformações fetais.
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Contexto
Na formulação clássica de provas brasileiras, a ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre é realizada entre 11 semanas e 13 semanas + 6 dias e tem forte papel no rastreamento de aneuploidias por marcadores como translucência nucal, além de avaliação anatômica precoce. A morfológica do segundo trimestre é o principal exame ultrassonográfico para pesquisa sistemática de malformações fetais e costuma ser realizada ao redor de 20 a 23 semanas em muitos protocolos.
Há uma atualização conceitual importante. As Diretrizes ISUOG de 2023 descrevem o exame de 11 a 14 semanas como avaliação ampla: viabilidade, datação, número de fetos, corionicidade, anatomia fetal precoce e, quando disponível no programa de rastreamento, risco de aneuploidias e pré-eclâmpsia. Portanto, hoje não é adequado enxergá-lo como exame exclusivamente cromossômico. A Diretriz ISUOG de 2022 para o exame do segundo trimestre mantém como objetivo central a avaliação anatômica fetal.
Apesar dessa ampliação moderna dos objetivos do primeiro trimestre, a alternativa A continua sendo a única que reúne a janela clássica de 11 a 13+6 semanas e a finalidade principal cobrada pela banca, seguida da avaliação morfológica fetal no segundo trimestre.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). É a combinação esperada pela prova: rastreamento de aneuploidias entre 11 e 13+6 semanas e avaliação de malformações fetais no exame morfológico do segundo trimestre, entre 20 e 23 semanas no protocolo apresentado.
B) Incorreta. O período de 8 a 11 semanas não corresponde à janela clássica da avaliação morfológica com translucência nucal, e o objetivo do primeiro trimestre não se restringe a malformações cardíacas.
C) Incorreta. Defeitos do tubo neural podem ser avaliados ultrassonograficamente, mas não constituem o objetivo exclusivo ou principal do exame de primeiro trimestre. No segundo trimestre, o foco principal é anatomia fetal, não rastreamento de pré-eclâmpsia.
D) Incorreta. Incompetência istmo-cervical não é o objetivo principal do exame morfológico de primeiro trimestre. Além disso, as janelas propostas não correspondem às utilizadas para os exames morfológicos de rotina.