Hemorragia pós-parto

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Questão 36
UFCSPA · 2026

Paciente de 35 anos, G5 P3 C1. Internou com 39 semanas de idade gestacional em franco trabalho de parto. Evoluiu para parto vaginal sem intercorrências. Após 90 minutos, a placenta ainda se encontra intrauterina, apesar de manobra de tração do cordão umbilical.

Qual o diagnóstico e o risco ao qual o médico deve estar atento?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A placenta que permanece intrauterina por tempo prolongado após o nascimento caracteriza retenção placentária. Um limite clássico utilizado é ausência de dequitação em cerca de 30 minutos após o parto, embora o momento da intervenção dependa de sangramento, estabilidade clínica e protocolo do serviço. Após 90 minutos, o quadro é inequívoco e exige abordagem ativa.

Entre as causas de retenção estão falha de contração uterina, aprisionamento placentário e aderência anormal. Quando a placenta não apresenta plano de clivagem ou resiste à tração controlada, deve-se considerar o espectro de acretismo placentário. Tentativas vigorosas de descolamento de uma placenta acreta podem abrir extensa área vascular e provocar hemorragia maciça.

As diretrizes consolidadas de hemorragia pós-parto da OMS, FIGO e ICM de 2025 reforçam a identificação rápida da causa do sangramento e o tratamento imediato da hemorragia. Neste caso, a complicação que deve preocupar o obstetra diante de provável aderência anormal é hemorragia pós-parto, com possível necessidade de transfusão e intervenção cirúrgica.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A retenção prolongada e a dificuldade de desprendimento da placenta levantam suspeita de acretismo. A principal ameaça imediata ao tentar sua remoção é hemorragia pós-parto grave.

B) Incorreta. Ruptura uterina costuma ocorrer antes ou durante o parto e provoca dor, instabilidade ou alterações fetais. Endometrite é uma possível complicação infecciosa do puerpério, mas não explica a placenta ainda aderida 90 minutos após o parto.

C) Incorreta. Vasa prévia é uma condição antenatal e intraparto relacionada a vasos fetais desprotegidos sobre as membranas. Sua manifestação típica é sangramento fetal após rotura das membranas, não retenção da placenta.

D) Incorreta. Placenta sucenturiada pode deixar fragmentos retidos depois da dequitação, mas o enunciado descreve a placenta ainda intrauterina. Distocia de trajeto pertence ao período do parto e não é o principal risco no terceiro período.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central: placenta que não descola + ausência de plano de clivagem = pense em acretismo e risco de hemorragia.

  • Retenção placentária é tradicionalmente considerada quando a placenta não dequita em torno de 30 minutos.

  • Não faça tração agressiva diante de suspeita de aderência anormal: a hemorragia pode ser catastrófica.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Hemorragia pós-parto” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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