A pegadinha central: baixo risco não exige linfadenectomia sistemática.
Cirurgia minimamente invasiva é abordagem preferencial em grande parte da doença inicial.
Obesidade e nuliparidade aumentam risco; multiparidade reduz risco.
Lynch aumenta risco de endométrio e cólon.
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Contexto
O tratamento cirúrgico do câncer de endométrio inicial é baseado em histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral na maioria das pacientes, com estratégia de estadiamento linfonodal definida pelo risco. As Diretrizes ESGO-ESTRO-ESP atualizadas em 2025 incorporam estágio FIGO 2023, histologia, invasão linfovascular e classificação molecular à estratificação prognóstica.
Em doença de baixo risco, a linfadenectomia pélvica e para-aórtica sistemática não é mandatória. O mapeamento de linfonodo sentinela pode ser empregado para estadiamento em muitos cenários de baixo e intermediário risco, e em algumas pacientes sem invasão miometrial o estadiamento nodal pode ser omitido conforme o perfil tumoral e o protocolo adotado.
A abordagem minimamente invasiva é o padrão preferencial quando tecnicamente factível no câncer de endométrio aparentemente confinado ao útero, inclusive em grande parte das pacientes de maior risco. Obesidade é fator de risco importante porque aumenta exposição estrogênica periférica e se associa a resistência insulínica. Já multiparidade é fator protetor, enquanto nuliparidade e infertilidade aumentam risco. Síndrome de Lynch aumenta substancialmente o risco de câncer de endométrio e é uma das síndromes hereditárias mais importantes associadas à doença.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Em tumores de baixo risco, linfadenectomia sistemática não é obrigatória. A avaliação nodal é individualizada e o linfonodo sentinela substituiu amplamente dissecções extensas em contextos apropriados.
B) Incorreta. A videolaparoscopia e outras abordagens minimamente invasivas não são proscritas. Ao contrário, são recomendadas quando viáveis para doença inicial porque reduzem morbidade sem comprometer resultados oncológicos em pacientes adequadamente selecionadas.
C) Incorreta. Obesidade é fator de risco, mas multiparidade protege. Fatores relacionados a exposição estrogênica não antagonizada, como nuliparidade, síndrome dos ovários policísticos e terapia estrogênica sem progestagênio em mulher com útero, aumentam risco.
D) Incorreta. Síndrome de Lynch é fator de risco importante para câncer colorretal e endometrial, e não fator protetor. Pacientes com câncer de endométrio devem ser avaliadas para deficiência do sistema de reparo de mismatch conforme protocolos atuais.