Pegadinha central: repouso não previne prematuridade e pode causar dano.
Colo curto para tomada de decisão deve ser medido por via transvaginal.
Em gestação única sem antecedente de prematuridade, ≤ 20 mm antes de 24 semanas é indicação forte de progesterona vaginal; 21 a 25 mm pode justificar consideração individualizada.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Na prevenção do parto pré-termo, duas mensagens de alto rendimento são atuais: a medida do colo deve ser feita por ultrassonografia transvaginal quando usada para tomada de decisão, e restrição de atividade ou repouso no leito não previne prematuridade. A Society for Maternal-Fetal Medicine, em 2024, usa comprimento cervical ≤ 25 mm antes de 24 semanas para definir colo curto em gestação única sem antecedente de prematuridade espontânea. Recomenda progesterona vaginal quando o colo mede ≤ 20 mm e considera seu uso entre 21 e 25 mm conforme decisão compartilhada.
Um colo curto aumenta risco, mas não equivale a destino inevitável. O valor preditivo positivo é limitado e a maioria das gestantes com um corte isolado de 25 mm não necessariamente terá parto espontâneo antes de 37 semanas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Dor em baixo-ventre, isoladamente, não é indicação de progesterona. A decisão depende de contexto obstétrico, idade gestacional, história prévia e, sobretudo em muitas estratégias, comprimento cervical.
B) Incorreta. A via transvaginal é a técnica de referência para medida cervical e não é genericamente contraindicada porque há sangramento vaginal. Sangramento importante exige avaliação da causa e individualização, mas não cria essa proibição absoluta.
C) Correta (gabarito). Repouso no leito não reduz a taxa de prematuridade em gestantes com colo curto e acrescenta danos maternos, incluindo maior risco de eventos tromboembólicos.
D) Incorreta. Progesterona oral não é a estratégia padrão comprovada para prevenção de recorrência. A progesterona vaginal tem papel em cenários definidos, especialmente quando existe colo curto.
E) Incorreta. Colo ≤ 25 mm é marcador de risco, não uma previsão de que a maioria terá parto antes de 37 semanas.