Mulher, 35 anos de idade, refere há 3 anos dor e cansaço nas pernas, com piora no decorrer do dia. O exame físico evidencia varizes tronculares com 4 mm de diâmetro em território de safena magna e veias perfurantes insuficientes.
Pegadinha central: sintomas não mudam sozinhos a classe C; sem edema ou alteração cutânea, variz de 4 mm continua sendo C2.
Guarde o corte: variz = pelo menos 3 mm.
C3 começa com edema; C4 começa com alteração de pele; C5 é úlcera cicatrizada; C6 é úlcera ativa.
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Contexto
A classificação CEAP descreve a doença venosa crônica pelos eixos Clinical, Etiology, Anatomy e Pathophysiology. A pergunta solicita apenas o componente clínico. Na revisão CEAP 2020, C2 corresponde a veias varicosas com diâmetro de pelo menos 3 mm, medido em posição ortostática. A paciente apresenta varizes tronculares de 4 mm, portanto é C2.
Os sintomas de dor e peso ao longo do dia não elevam a classe clínica para C3 ou C4. Eles podem ser registrados pelo modificador de sintomas, portanto esta paciente pode ser descrita como C2S se a notação completa for utilizada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. C1 é reservado a telangiectasias e veias reticulares, menores do que as varizes verdadeiras descritas.
B) Incorreta. C0 significa ausência de qualquer sinal venoso visível ou palpável, incompatível com varizes tronculares de 4 mm.
C) Correta (gabarito). Veias varicosas com 4 mm ultrapassam o ponto de corte de 3 mm e classificam a paciente como C2.
D) Incorreta. C3 exige edema clínico. Sensação de peso ou cansaço não equivale a edema.
E) Incorreta. C4 exige alterações cutâneas de estase venosa, não descritas no exame.