Homem, 45 anos de idade, sem comorbidades, realiza tomografia de abdome que demonstra uma massa renal sólida, incidental, hipervascular, com 4 cm de diâmetro, no polo inferior do rim direito, distando 3 cm da via excretora.
Pegadinha central: tumor renal até 4 cm = T1a; se ressecável, pense primeiro em nefrectomia parcial.
Biópsia de massa renal não é etapa obrigatória antes de toda cirurgia. Ela ganha importância quando pode evitar ou mudar um tratamento.
Em prova, “jovem + rim contralateral preservado + massa pequena e periférica” reforça cirurgia poupadora de néfrons.
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Contexto
Uma massa renal sólida, hipervascular, de 4 cm e confinada ao rim é altamente suspeita para carcinoma de células renais localizado e, pelo TNM, enquadra-se como cT1a quando mede até 4 cm. As diretrizes da European Association of Urology para carcinoma renal recomendam nefrectomia parcial para tumores T1 quando tecnicamente factível, porque oferece controle oncológico adequado preservando maior quantidade de néfrons.
Neste caso, o paciente é jovem, sem comorbidades, e o tumor está no polo inferior, a 3 cm da via excretora, características que sugerem ressecabilidade com preservação renal. A via pode ser aberta, laparoscópica ou robótica conforme complexidade tumoral e experiência do centro; o princípio decisivo é preservar parênquima sem comprometer margem oncológica.
Biópsia percutânea tem valor quando o resultado pode mudar a conduta, como antes de terapia ablativa, em vigilância ativa selecionada ou quando há dúvida diagnóstica. Ela não é obrigatória antes da cirurgia de uma massa contrastante típica e ressecável em paciente apto.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Nefrectomia radical remove o rim inteiro e representa tratamento mais extenso do que o necessário quando uma massa T1a pode ser ressecada parcialmente. Torna-se apropriada quando a cirurgia poupadora de néfrons não é tecnicamente segura ou oncologicamente adequada.
B) Incorreta. Ultrassom focal de alta intensidade não é tratamento padrão de primeira linha para pequena massa renal localizada em adulto jovem operável. Técnicas ablativas são reservadas a contextos selecionados, em geral quando risco cirúrgico ou comorbidades tornam a cirurgia menos atraente.
C) Incorreta. A biópsia é útil quando seu resultado altera a estratégia, mas não substitui a nefrectomia parcial indicada neste cenário típico, localizado e tecnicamente ressecável.
D) Correta (gabarito). Nefrectomia parcial aberta ou minimamente invasiva é a estratégia preferencial para tumor renal cT1a quando factível, preservando função renal sem sacrificar o objetivo oncológico.
E) Incorreta. Sunitinibe é terapia sistêmica usada em cenários de doença avançada e não é tratamento de rotina para um tumor renal localizado de 4 cm. Não há indicação de terapia sistêmica neoadjuvante neste caso.