No Brasil, na última década (2006-2016),
Pegadinha central: a série é estratificada por sexo e idade; não aplique a tendência global a todos os grupos.
20 a 24 anos, 2006 a 2016: homens 16,0 para 33,9; mulheres 13,7 para 10,2 por 100.000.
15 a 19 anos aumentou nos dois sexos; 60 anos ou mais também aumentou nos dois sexos.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
A questão é histórica e deve ser respondida com a série brasileira de 2006 a 2016. O Boletim Epidemiológico HIV/Aids do Ministério da Saúde de 2017 mostrou uma mudança marcante entre adultos jovens: na faixa de 20 a 24 anos, a taxa de detecção de aids em homens passou de 16,0 para 33,9 por 100.000 habitantes, enquanto entre mulheres caiu de 13,7 para 10,2 por 100.000.
Os números mostram por que não se pode generalizar uma única tendência para todas as idades e ambos os sexos. A banca escolheu justamente a faixa em que houve divergência nítida entre homens e mulheres.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Em menores de cinco anos houve queda, coerente com a redução da transmissão vertical e da doença pediátrica, e não tendência ascendente.
B) Correta (gabarito). Entre 20 e 24 anos a taxa mais que dobrou nos homens, de 16,0 para 33,9 por 100.000, enquanto caiu nas mulheres, de 13,7 para 10,2 por 100.000.
C) Incorreta. De 15 a 19 anos houve aumento nos dois sexos, especialmente entre homens, e não queda masculina com aumento feminino.
D) Incorreta. A faixa de 30 a 59 anos não permaneceu simplesmente estável em ambos os sexos; houve mudanças importantes, com queda em várias faixas adultas.
E) Incorreta. Entre pessoas com 60 anos ou mais houve aumento nos dois sexos no período citado, não queda.